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Invención de Orfeo

Paulinho da Vila

Invenção de Orfeu

Asas de veleiros
Saem do mar em que o morreu o marinheiro
Homem em ilha movediça
Mundo de fascinação
Um barão sem gume
Sem renome e sem brasão

Ébrios sonolentos
Como folhas secas
Rodopiam com os ventos

Metade mulher
Metade serpente
Sinha Moça que domina
Com o seu olhar dolente

Representando uma constelação de um novo mundo
No seu remanso, Inês
Não tem sossego um só segundo
Eterno candelabro procurado
E até então não encontrado
Surge em meio a intenso nevoeiro
Um cavalo feito todo em chamas
Oh sublime sensação
A tão brilhante luz
Clareando imaginação

Gira, gira, girassol
Rei Leão mandou girar
No poema desta ilha
Dançarino quer dançar

Invención de Orfeo

Alas de veleros
Emergen del mar donde murió el marinero
Hombre en isla movediza
Mundo de fascinación
Un barón sin filo
Sin renombre y sin blasón

Ebrios somnolientos
Como hojas secas
Giran con los vientos

Mitad mujer
Mitad serpiente
Sinha Moça que domina
Con su mirada doliente

Representando una constelación de un nuevo mundo
En su remanso, Inés
No tiene descanso ni un solo segundo
Eterno candelabro buscado
Y hasta entonces no encontrado
Aparece en medio de intenso neblina
Un caballo hecho todo en llamas
Oh sublime sensación
La tan brillante luz
Iluminando la imaginación

Gira, gira, girasol
Rey León mandó girar
En el poema de esta isla
El bailarín quiere bailar

Escrita por: David Balalaika / Tião Graúna