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Cencerros

Paulinho Natureza

Guizos

De onde veio esse mistério?!
Nada mais é como antes
Você sentia os meus olhares
Para você eu era o bastante
O tempo ainda não esgotou
As minhas rimas e palavras
Talvez, o seu olhar desvendou
Outras rotas ou outros mapas

Não sou santo nem cigano
Como posso adivinhar...
As coisas da esperança
Voaram sem me avisar...
O afago e os desejos
O imenso gozo dos beijos
Os abraços de corpo inteiro
Estão ausentes no contexto

Não há motivos para risos
Nem perguntas sem respostas
De onde vieram esses guizos?!
Que assustaram as propostas
Vou somar as noites e os dias
Multiplicar por tanto de anos
Que semeei com tanta euforia
Vigorosas sementes de planos

Cencerros

De dónde vino este misterio?!
Nada es igual que antes
Sentías mis miradas
Para ti yo era suficiente
El tiempo aún no se ha agotado
Mis rimas y palabras
Quizás, tu mirada descubrió
Otros caminos u otros mapas

No soy santo ni gitano
Cómo puedo adivinar...
Las cosas de la esperanza
Volaban sin avisarme...
Las caricias y los deseos
El inmenso placer de los besos
Los abrazos de cuerpo entero
Están ausentes en el contexto

No hay motivos para risas
Ni preguntas sin respuestas
De dónde vinieron estos cencerros?!
Que asustaron las propuestas
Voy a sumar las noches y los días
Multiplicar por tantos años
Que sembré con tanta euforia
Vigorosas semillas de planes

Escrita por: Eduarda Flores / Paulinho Natureza