Jornada para ser ninguém
Voce só põe na cuca aquilo que lhe convém,
e quando se machuca, diz que está tudo bem.
Na sua jornada pra ser ninguém,
na sua jornada pra ser ninguém.
Voce persegue a moda, e dirige tão bem,
que a todos incomoda, e acha que pega bem,
Na sua jornada pra ser ninguém,
na sua jornada pra ser ninguém.
Em cada sorriso, a indecisão,
não sabe escolher uma opinião,
não tenta entender o que deve entender.
Evita a janela para não enxergar,
aumenta o rádio para não escutar
quem vive ao seu lado e voce não ve.
O escapamento aberto mostra que voce tem
um mundo tão incerto e o medo de querer bem.
Na sua jornada pra ser ninguém,
na sua jornada pra ser ninguém.
Voce so vive a esmo, pensa que engana alguém,
engana a voce mesmo a cada dia que vem,
Na sua jornada pra ser ninguém,
na sua jornada pra ser ninguém.
O tempo correndo, acelera e disfarça,
o vento no rosto, a vida que passa,
não sente as imagens que ficam pra trás.
E não ve o mundo correndo
de encontro ao seu automóvel,
imóvel na estrada que não volta mais.
E o corpo inerte no assento,
esquece o tempo que vem
embaça os vidros por dentro,
e a vida prossegue além.
Na sua jornada pra ser ninguém,
na sua jornada pra ser ninguém.
Jornada para ser nadie
Solo pones en la cabeza lo que te conviene,
y cuando te lastimas, dices que todo está bien.
En tu jornada para ser nadie,
en tu jornada para ser nadie.
Persigues la moda, y manejas tan bien,
que a todos molesta, y crees que queda bien,
En tu jornada para ser nadie,
en tu jornada para ser nadie.
En cada sonrisa, la indecisión,
no sabes elegir una opinión,
no intentas entender lo que debes entender.
Evitas la ventana para no ver,
aumentas la radio para no escuchar
a quien vive a tu lado y tú no ves.
El escape abierto muestra que tienes
un mundo tan incierto y el miedo de querer bien.
En tu jornada para ser nadie,
en tu jornada para ser nadie.
Vives a la deriva, crees que engañas a alguien,
te engañas a ti mismo cada día que viene,
En tu jornada para ser nadie,
en tu jornada para ser nadie.
El tiempo corriendo, acelera y disimula,
el viento en la cara, la vida que pasa,
no sientes las imágenes que quedan atrás.
Y no ves el mundo corriendo
hacia tu automóvil,
inmóvil en la carretera que no vuelve más.
Y el cuerpo inerte en el asiento,
olvida el tiempo que viene,
empaña los vidrios por dentro,
y la vida sigue más allá.
En tu jornada para ser nadie,
en tu jornada para ser nadie.
Escrita por: Paulinho Nogueira