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El Mestizo

Paulo Afonso Tchê

O Mestiço

Eu sou mestiço de índio e colono,
nasci nas terras do Passo Fundo.
De pensamento aberto e sem dono,
meu bem querer já correu o mundo
eiaáááá´............
As vezes dou um vareio de relho na saudade
Meu amor é como um potro chucro não domado.
De tanta pechada que dei pela vida,
A soga bamba estou acostumado.
Eiaáááá
E quando me lembro da minha querência,
eu choro feito uma sanga a correr.
Fico a pelear com a solidão.
De pialo à píalo levo meu viver (bis)
Eiaáááá´
Eu gosto de correr nas verdes colinas,
Com o minuano batendo no lombo.
Buenas que aqui me espalho a lá cria,
pelas bandas do meu Rio Grande do Sul.
Eiaáááá....

El Mestizo

Soy mestizo de indio y colono,
nací en las tierras de Passo Fundo.
De pensamiento abierto y sin dueño,
mi amor ya ha recorrido el mundo.
eiaáááá´............
A veces golpeo la nostalgia con el rebenque,
Mi amor es como un potro salvaje sin domar.
De tantos golpes que he dado en la vida,
Estoy acostumbrado a la cuerda floja.
Eiaáááá
Y cuando recuerdo mi tierra natal,
lloro como un arroyo corriendo.
Lucho contra la soledad.
De poste a poste llevo mi existir (bis)
Eiaáááá´
Me gusta correr en las verdes colinas,
con el viento sur golpeando en mi espalda.
Bueno, aquí me esparzo como cría,
en las tierras de mi Rio Grande do Sul.
Eiaáááá....

Escrita por: Paulo Afonso Tchê