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Boi Pintadinho

Paulo Ciranda

Boi Pintadinho

Levanta meu boi, levanta
Que é hora de viajar
Acorda boi, povo todo
Povo e boi tem que lutar

Levanta meu boi Bahia
Cantador dos alagados
Da província e das cancela
Das filhas de santo amaro
Dos modelos do mercado
E da lavagem do bonfim

Levanta meu boi menino
De poucos anos de história
Tua carne não foi santa
Nem santa a carne será
Cataram teu ouro todo
Secaram teu Paraná

Levanta meu boi mineiro
Pintadinho e brasileiro
Ninguém quer que o ferro em brasa
Entre vivo em seu traseiro
Boi animal de minha casa
Mugindo em berro e desespero

Levanta que há tempo ainda
Boi do frevo de olinda
Pois as tardes que eram mansas
Estão caiadas de suor
Mas teu passo é uma dança
Vem trazer coisa melhor

Boi Pintadinho

Levanta mi toro, levanta
Que es hora de viajar
Despierta toro, todo el pueblo
Pueblo y toro tienen que luchar

Levanta mi toro Bahía
Cantante de los pantanos
De la provincia y de las cancelas
De las hijas de santo amaro
De los modelos del mercado
Y de la lavada del bonfim

Levanta mi toro niño
De pocos años de historia
Tu carne no fue santa
Ni santa será la carne
Recogieron todo tu oro
Secaron tu Paraná

Levanta mi toro minero
Pintadito y brasileño
Nadie quiere que el hierro al rojo vivo
Entre vivo en tu trasero
Toro animal de mi casa
Mugiendo en bramido y desespero

Levanta que aún hay tiempo
Toro del frevo de olinda
Pues las tardes que eran tranquilas
Están empapadas de sudor
Pero tu paso es una danza
Viene a traer algo mejor

Escrita por: Paulo Ciranda / Artur Gomes