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Saint Thomé Das Letras

Paulo Deablo

São Thomé Das Letras

Ontem eu saÍ do trampo, sob a luz das estrelas
Vi a Lua lá brilhando
São Thomé esperando
Vinho tinto ou branco
Vai cair, barranco
Vou sair andando
São Paulo me esqueça
Porque já não aguento mais, ainda bem que hoje sexta-feira, meu amor
Quero ver o lobisomem e a Brigitte Bardot
Nessa Lua louca e linda
Encontrar você
E te satisfazer
Até não mais poder
Essa necessidade de fazer, amor
Por favor
Porque já não aguento mais, esse desejo que corrói a veia, meu amor
Tigres e veados, todos caminhando em paz
Todo mundo é parecido
Seja pobre ou rico
Alto, baixo ou fino
Negro ou albino
Ou até esquisito, tudo vale a pena
Porque já não aguento mais, essa gente de alma tão pequena, meu amor
De dia meus olhos contemplam a deusa Natureza
De noite é que o bicho pega
Vou subir na pedra
Vou queimar minha erva
Com a mente aberta
Ver o Sol nascer com toda consciência
Porque já não aguento mais, pra que no mundo tanta violência, meu amor
Somos crianças carentes de viver
Somos animais sem faro
Se eu não morro, mato
Vivo no marasmo
Feito cão e gato
Tô caindo fora, quero mais viver
Porque dessa vida louca, o que se leva realmente é o que se pode aprender

Saint Thomé Das Letras

Ayer dejé el trabajo bajo la luz de las estrellas
Vi la luna brillando
Santo Thome esperando
Vino tinto o blanco
Se caerá, barranco
Me voy a ir
São Paulo, olvídame
Porque no puedo soportarlo más, me alegro el viernes, mi amor
Quiero ver al hombre lobo y a Brigitte Bardot
En esta loca, hermosa luna
Encuéntrarte
Y satisfacerte
Hasta que no haya más energía
Esto tiene que hacer, amor
Por favor, por favor
Porque no puedo soportarlo más, este deseo que se come a través de la vena, mi amor
Tigres y ciervos, todos caminando en paz
Todos son iguales
Ser pobre o rico
Alto, bajo o delgado
Negro o Albino
O incluso raro, todo vale la pena
Porque no puedo soportarlo más, esta pequeña gente del alma, mi amor
Por el día mis ojos miran a la diosa Naturaleza
Por la noche el animal atrapa
Voy a subir en la roca
Voy a quemar mi hierba
Con una mente abierta
Ver la salida del sol con toda conciencia
Porque no puedo soportarlo más, así que en el mundo tanta violencia, mi amor
Somos niños necesitados de vivir
Somos animales sin nariz
Si no muero, mato
Vivo en el marasmo
Como perro y gato
Voy a salir, quiero más para vivir
Porque de esta vida loca, lo que realmente tomas es lo que puedes aprender

Escrita por: Paulo Deablo