A canja
Na serenata que eu fazia pra minha negra vitta, na beira do mearim, eu e o filho do tavinho.
Deparei-me com o major honório um fino comandante que dizia assim:
Meu caro amigo edivan eu também sou um sentimental poeta neste sagrado rio.
E me dizia que naquelas águas tinha mais artistas do que surubim,
Fez uma lista da rapaziada que se concentravam em um botequim,
Botequim não hapá ong: aqui vem: zé roberto, kleber lago, filemom, nonato paul gety, wescley brito, expedito, itamar, herbert, moisés abílio, zé lopes, zé luis, luis carlos dias, chico viola e outros!
Começa a canja lá na teça feira riva e darlan pereira vão apresentar,
Chama a sabrina, lucy fabris, sandro alex com as meninas, neto trás o cavaco pra cá.
Chega brandinho, josivan trás o lisboa, a lourinha e manoelzinho damião já vai cantar,
(oh joão cadê você a onde esta você joão? será que dorme no colo das morenas do grotão).
Vi um poeta plantador de milho, bota a gravata e virar doutor.
No mesmo bar o joão sá barreto declamava "o lixo" pra um historiador.
Dr. helvécio o senhor gostou?.
O outro sá que é radialista foi numa entrevista que ele me contou,
Que o joaquim filho de angelita, naquela mesma radio assim poetizou:
Quero viver pedreiras de noite e de dia eu hei de viver pedreiras...
A canja arrasta a cidade inteira, atravessa a ponte e passa pro lado de lá.
Luiza chama o garrincha o joão carlos, chagas melo e franciane, neto arais e valdemar.
Canta o the kanas, dilza e manoel santana, luis fernando e fernando sergio ainda vão cantar.
Fala serio! chama a claudia a nezilda pede pra organizar, quem vai acompanhar?.
Sou o piratta, mas não sou perneta, meu canto é meu barco meu remo é o violão.
Pintei o 7 com a rapaziada com a velha pachekada fiz minha marcação,
Eu fiz um breque com o jipão!
A inspiração do rio e da pedra, pedra muito bela, mas não tão grande assim.
Vou me juntar com a rapaziada falar da vida alheia no velho botequim
Botequim não hapá, já te falei que isso aqui é uma ong cultural.
Calma meu amigo índio eu não quis ofendê-lo, sei que aqui ninguém fala de ninguém e não serei eu o primeiro, mas por via das duvidas se você não se importa, eu prefiro sair daqui de costa, foi um prazer revê-lo!
La sopa
En la serenata que le hacía a mi negra Vitta, en la orilla del Mearim, yo y el hijo de Tavinho.
Me encontré con el Mayor Honório, un fino comandante que decía así:
Mi querido amigo Edivan, yo también soy un poeta sentimental en este sagrado río.
Y me decía que en esas aguas había más artistas que surubí,
Hizo una lista de la pandilla que se concentraba en un bar,
Bar no, aquí viene: Zé Roberto, Kleber Lago, Filemom, Nonato Paul Gety, Wescley Brito, Expedito, Itamar, Herbert, Moisés Abílio, Zé Lopes, Zé Luis, Luis Carlos Dias, Chico Viola y otros!
Comienza la sopa el martes, Riva y Darlan Pereira van a presentar,
Llama a Sabrina, Lucy Fabris, Sandro Alex con las chicas, Neto trae el cavaquinho para acá.
Llega Brandinho, Josivan trae a Lisboa, la rubia y Manoelzinho Damião ya va a cantar,
(Oh João, ¿dónde estás? ¿Dónde estás, João? ¿Será que duermes en los brazos de las morenas del Grotão?).
Vi a un poeta plantador de maíz, se pone la corbata y se convierte en doctor.
En el mismo bar, João Sá Barreto recitaba 'El Lixo' para un historiador.
Dr. Helvécio, ¿le gustó señor?.
El otro Sá, que es locutor, fue en una entrevista que me contó,
Que Joaquim, hijo de Angelita, en esa misma radio así poetizó:
Quiero vivir en Pedreiras de noche y de día, he de vivir en Pedreiras...
La sopa arrastra a toda la ciudad, cruza el puente y pasa al otro lado.
Luiza llama a Garrincha, João Carlos, Chagas Melo y Franciane, Neto Araís y Valdemar.
Cantan The Kanas, Dilza y Manoel Santana, Luis Fernando y Fernando Sergio aún van a cantar.
¡Hablando en serio! llama a Claudia, Nezilda pide organizar, ¿quién va a acompañar?.
Soy el pirata, pero no soy cojo, mi canto es mi barco, mi remo es la guitarra.
Pinté el 7 con la pandilla, con la vieja pachekada hice mi marca.
¡Hice un quiebre con el jeepón!
La inspiración del río y de la piedra, piedra muy hermosa, pero no tan grande.
Me uniré con la pandilla a hablar de la vida ajena en el viejo bar,
Bar no, ya te dije que esto es una ong cultural.
Tranquilo amigo indio, no quise ofenderte, sé que aquí nadie habla de nadie y no seré yo el primero, pero por si acaso no te molesta, prefiero irme de espaldas, ¡fue un placer verte de nuevo!