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Lamento Nordestino

Peão Brasil e Parentinho

Queixa Nordestina

Lá das bandas onde eu venho
Eu não pude trazer nada
Tudo que eu trouxe comigo
Foi cansaço da estrada

Minha terra é muito pobre
Não tem o que oferecer
A seca acabou com tudo
Não tem nem o que comer

Até o mandacaru
A sua força perdeu
Meu sertão parece brasa
O que plantou não nasceu

Seu moço, as coisas por lá
Não andam muito bonita
Meu povo sofre demais
Dia e noite eles gritam

São pais que choram e rezam
E a Deus pede proteção
Ao ver os filhos que gemem
De fome caído ao chão

Até o mandacaru
A sua força perdeu
Meu sertão parece brasa
O que plantou não nasceu

Meu nordeste está morrendo
É triste a situação
Na cacimba não tem água
O Sol forte racha o chão

A caatinga virou cinza
Acabou a vaquejada
Só Deus pra olhar meu povo
Que está ao rumo do nada

Até o mandacaru
A sua força perdeu
Meu sertão parece brasa
O que plantou não nasceu

Lamento Nordestino

Allá de donde vengo
No pude traer nada
Todo lo que traje conmigo
Fue el cansancio del camino

Mi tierra es muy pobre
No tiene mucho que ofrecer
La sequía lo arrasó todo
No hay ni qué comer

Hasta el mandacaru
Ha perdido su fuerza
Mi sertón parece brasas
Lo sembrado no creció

Señor, las cosas por allá
No están muy bonitas
Mi gente sufre demasiado
Día y noche gritan

Son padres que lloran y rezan
Y a Dios piden protección
Al ver a los hijos gemir
De hambre caídos en el suelo

Hasta el mandacaru
Ha perdido su fuerza
Mi sertón parece brasas
Lo sembrado no creció

Mi nordeste se está muriendo
Es triste la situación
En el pozo no hay agua
El Sol fuerte agrieta el suelo

La caatinga se volvió ceniza
Se acabó la vaquejada
Solo Dios para mirar a mi gente
Que va rumbo a la nada

Hasta el mandacaru
Ha perdido su fuerza
Mi sertón parece brasas
Lo sembrado no creció

Escrita por: José Gomes / Peão Brasil