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Viejo Mundo Sin Portón

Peão Carreiro e Mulatinho

Mundo Velho Sem Porteira

Quem quiser caçar macaco
Arme o laço na capoeira
Quem quiser caçar cuitelo
Põe o visgo na roseira

Não faça igual o Bastião
Foi sondá moça sortêra
E entrô na pelotada
Do bodoque do Palmeira
Olê, olá
Mundo véio sem porteira

Vou sair de madrugada
Na minha besta ligeira
Vou buscar a flor do campo
Onde vive prisioneira

Eu sei que tão me esperando-
De fuzil e cartucheira
Sem saber que fui criado
Nesta vida bandoleira
Olê, olá
Mundo véio sem porteira

O amor sendo fingido
É uma flor que não cheira
Pra dois coração que ama
Não há bala e nem fronteira

Se eu morrer já morro tarde
A não ser que Deus não queira
Hoje eu trago a flor do campo
Seja de quarqué maneira
Olê, olá
Mundo véio sem porteira

Eu topei a caboclada
Que nem onça na capoeira
Bala subiava no ar
No meio da fumaceira

Eu nem comecei a luta
Pra levantar a bandeira
Vim pegar a flor do campo
Que hoje é minha companheira
Olê, olá
Mundo véio sem porteira

Viejo Mundo Sin Portón

Quien quiera cazar monos
Arme el lazo en la maleza
Quien quiera cazar armadillos
Ponga la trampa en la zarza

No haga como Bastião
Fue a cortejar a una chica afortunada
Y terminó en medio
De la pandilla de Palmeira
Olé, olá
Viejo mundo sin portón

Voy a salir de madrugada
En mi caballo veloz
Voy a buscar la flor del campo
Donde vive prisionera

Sé que me están esperando
Con fusil y cartuchera
Sin saber que fui criado
En esta vida de bandido
Olé, olá
Viejo mundo sin portón

El amor fingido
Es una flor que no huele
Para dos corazones que aman
No hay balas ni fronteras

Si muero, muero tarde
A menos que Dios no lo quiera
Hoy traigo la flor del campo
Sea como sea
Olé, olá
Viejo mundo sin portón

Me topé con la pandilla
Como una onza en la maleza
Las balas volaban en el aire
En medio del humo

Ni siquiera empecé la pelea
Para levantar la bandera
Vine a buscar la flor del campo
Que hoy es mi compañera
Olé, olá
Viejo mundo sin portón

Escrita por: Lourival dos Santos / Teddy Vieira