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Último Abrazo

Peão Carreiro e Praense

Derradeiro Abraço

O meu ombro se encontra molhadinho
Mas não foi nenhuma chuva que molhou
Foram os olhos do meu bem quando abraçamos
Naquele adeus que o destino ordenou

Naquele instante nossos olhos marejaram
Ela chorou em meu ombro debruçada
Não vou negar também chorei no ombro dela
Também molhei o ombro da mulher amada

Ela sabia quanto eu que aquele abraço
Devia ser o derradeiro entre nós dois
Porque a voz da consciência nos dizia
Separem hoje pra não ser pior depois

Diz o ditado conversando é que se entende
Nós conversamos e entendemos nossos erros
E apesar do grande amor que construímos
Aquele foi o nosso abraço derradeiro

Último Abrazo

Mi hombro está mojadito
Pero no fue la lluvia la que lo empapó
Fueron los ojos de mi amor cuando nos abrazamos
En ese adiós que el destino ordenó

En ese instante nuestros ojos se llenaron de lágrimas
Ella lloró apoyada en mi hombro
No voy a negar que también lloré en su hombro
También mojé el hombro de la mujer amada

Ella sabía tanto como yo que ese abrazo
Debía ser el último entre nosotros dos
Porque la voz de la conciencia nos decía
Separemos hoy para que no sea peor después

Dice el refrán que hablando se entiende
Nosotros hablamos y entendimos nuestros errores
Y a pesar del gran amor que construimos
Ese fue nuestro último abrazo

Escrita por: Carlos Alberto / Praense