Zoológico
Um homem branco me ensinou a fazer negócios
Mas foi com um homem negro que eu aprendi a olhar no olho
Olha como eu faço perceba que eu não escolho
Minha vida num Compasso ou uma corda no pescoço
Cansei de brincar com fogo, quero apagar os incêndios
Recuperar meu sono, deixar minha mente em silêncio
Voltar a virar dono desse pensamento
Organizar por dentro pra daí aplaudir o adorno
Não há suborno que me prive de provar meu ponto
Não faço acordo quando acordo nem quando desmonto
Eu sei que a ponto não concordo e quero ser melhor
Conheço os monstros, sei dos danos ao alimenta-los
No excesso enxerguei aonde há escassez
É um processo longo até chegar sua vez
Hoje sorri dos tombos mas foi a primeira vez
Ainda dei um desconto porque eu tava japonês
Eu sei que errar faz parte
Mas viver no erro pra morrer na arte
Pra mim é devaneio, vim por outro insight
Minha cosmovisão é de um cão assustado
Mas já foi de ladrão, ontem foi de frustrado
Chamei uns de irmão mas era aliado
Levei pra 10 alguns cuzão e eu que tava errado
Não pulo o muro da sua casa, respeito os espaços
Mas, sinceramente, é muito fácil. Que muro baixo
Nem todos vão pensar como eu pensei, então, cuidado
Se falei foi pro meu bem, eu podia morrer engasgado
Até Supermen se olhar pra medusa sai petrificado
E quem me acusa nunca foi forjado
Mãe, quem é esse homem e onde se conheceram?
Pai, quem é essa família e por que me esqueceram?
Irmão, o que aconteceu? Se perdeu tão fácil
Filho, não baixa a cabeça cê tem que ser ágil!
Irmã, solta esses cachos você é linda sim
Tio, qual foi desse olhar? Tá olhando pra mim?
Vó, por que se recusa a me pegar no colo?
Não! Hoje não é um dia bom. Não vou tirar foto
Um menino inseguro quer matar leões
Já um homem sensato abrirá o zoológico
A quem justificará tudo com suas lesões
Outros tentarão mudar pelo psicológico
Nem todas prisões tem grades de ferro
E nem toda liberdade tem o céu azul
Hora de limpar o sangue nos caninos
E sujar as mão por algo incomum
Alguns podados feito bonsai
Outros desmatados colocados pro debate, vai
Me dizem qual estado sai suas opiniões
Escorre pelos dedos
Vagam pelos céus ou congelam seus tendões
Por que esconde finge que procura?
O que você explora pra poder ter sua fortuna?
Onde ignora pra ser acolhido?
Sério que acredita mesmo que foi escolhido?
Quais são suas opiniões sobre o cupido?
A leve sensação de que não nasceu, só foi cuspido
No mar de contradições, impossível criar guelras
Nessa festa fantasia que eu pude ver chifres e auréolas
Zoológico
Un hombre blanco me enseñó a hacer negocios
Pero fue con un hombre negro que aprendí a mirar a los ojos
Mira cómo lo hago, nota que no elijo
Mi vida en un compás o una soga en el cuello
Estoy cansado de jugar con fuego, quiero apagar incendios
Recuperar mi sueño, dejar mi mente en silencio
Volver a ser dueño de este pensamiento
Organizar por dentro para luego aplaudir el adorno
No hay soborno que me impida probar mi punto
No hago acuerdos cuando despierto ni cuando desmonto
Sé que en el punto no estoy de acuerdo y quiero ser mejor
Conozco a los monstruos, sé del daño al alimentarlos
En el exceso vi dónde hay escasez
Es un proceso largo hasta que llegue tu turno
Hoy me río de las caídas, pero fue la primera vez
Aún di un descuento porque estaba japonés
Sé que errar es parte
Pero vivir en el error para morir en el arte
Para mí es un delirio, vine por otro insight
Mi cosmovisión es de un perro asustado
Pero ya fue de ladrón, ayer fue de frustrado
Llamé a algunos de hermano, pero eran aliados
Llevé a 10 a algunos idiotas y yo que estaba equivocado
No salto la barda de tu casa, respeto los espacios
Pero, sinceramente, es muy fácil. Qué barda tan baja
No todos van a pensar como yo pensé, así que, cuidado
Si hablé fue por mi bien, podría morir ahogado
Hasta Superman, si mira a la medusa, se petrifica
Y quien me acusa nunca fue forjado
Mamá, ¿quién es ese hombre y dónde se conocieron?
Papá, ¿quién es esa familia y por qué me olvidaron?
Hermano, ¿qué pasó? Se perdió tan fácil
Hijo, no bajes la cabeza, ¡tienes que ser ágil!
Hermana, suelta esos rizos, tú eres linda sí
Tío, ¿qué pasó con esa mirada? ¿Me estás mirando?
Abuela, ¿por qué te niegas a cargarme en brazos?
¡No! Hoy no es un buen día. No voy a tomar fotos
Un niño inseguro quiere matar leones
Ya un hombre sensato abrirá el zoológico
A quien justificará todo con sus lesiones
Otros intentarán cambiar por lo psicológico
No todas las prisiones tienen rejas de hierro
Y no toda libertad tiene el cielo azul
Hora de limpiar la sangre en los caninos
Y ensuciar las manos por algo inusual
Algunos podados como bonsáis
Otros talados, puestos para el debate, va
Me dicen de qué estado salen sus opiniones
Se escurren entre los dedos
Vagan por los cielos o congelan sus tendones
¿Por qué escondes y finge que buscas?
¿Qué exploras para poder tener tu fortuna?
¿Dónde ignoras para ser acogido?
¿De verdad crees que fuiste elegido?
¿Cuáles son tus opiniones sobre el cupido?
La leve sensación de que no nació, solo fue escupido
En el mar de contradicciones, imposible crear branquias
En esta fiesta de disfraces que pude ver cuernos y aureolas