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Ofrenda

Pedras pra Moer

Oblação

Ao menino sem lágrimas
Ao jovem sem palavras
Ao homem pó sempre aspirado
Ao velho que sou desde o feto
À mulher que eu quis amar
Ao amor que eu não vi
Ao pecado que desejei
À flor que pisei
À família que nunca me teve
À alma comportada, parada
À auto piedade, companheira de copo
Ao deus que separa o passo à frente do ciclo vicioso
Ao abismo que me chama, único amigo que olhei nos
Olhos
À esperança de que não exista vida após a morte
Ao vento que me amortece
Ao chão que se aproxima
Ao frio que

Ofrenda

Al niño sin lágrimas
Al joven sin palabras
Al hombre siempre aspirando polvo
Al anciano que soy desde el feto
A la mujer que quise amar
Al amor que no vi
Al pecado que deseé
A la flor que pisé
A la familia que nunca me tuvo
Alma contenida, inmóvil
Autocompasión, compañera de copa
Al dios que separa el paso del ciclo vicioso
Al abismo que me llama, único amigo en quien miré a los
Ojos
A la esperanza de que no haya vida después de la muerte
Al viento que me adormece
Al suelo que se acerca
Al frío que

Escrita por: Arthur / Rodrigues / Ton Guimarães