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Zé Claudino

Pedro Bento e Zé da Estrada

Zé Claudino

Você está vendo lá na beira da estrada
Uma tapera, uma roseira toda coberta de flores
Nunca me esqueço quatro anos que já fez
Foi num domingo do mês que esta história se passou!

Ali morava o caboclo Zé Claudino
Mas o malvado destino castigou o pobre rapaz
Numa trovoada, deu um raio no ranchinho
A mulher e seus filhinhos, Deus levou pra nunca mais!

Às quatro horas dois caixões foram saindo
Devagar foram sumindo na curva do cafezal
E Zé Claudino, soluçava na janela
Enquanto o sino da capela não cessava de tocar!

E a taperinha lá na beira da estrada
Hoje vive abandonada, já não tem mais morador
Essa casinha, tão humilde, tão modesta
Já foi um ninho de festa, hoje é um recanto de dor!

Zé Claudino

Estás viendo allá en el borde de la carretera
Una choza, un rosal cubierto de flores
Nunca olvido los cuatro años que han pasado
Fue un domingo del mes cuando esta historia ocurrió

Allí vivía el campesino Zé Claudino
Pero el malvado destino castigó al pobre muchacho
En una tormenta, un rayo golpeó la cabaña
La mujer y sus pequeños, Dios se los llevó para nunca más

A las cuatro en punto, dos ataúdes salieron
Lentamente desaparecieron en la curva del cafetal
Y Zé Claudino, sollozaba en la ventana
Mientras la campana de la capilla no dejaba de sonar

Y la chozita allá en el borde de la carretera
Hoy vive abandonada, ya no tiene morador
Esta casita, tan humilde, tan modesta
Fue un nido de fiesta, hoy es un rincón de dolor

Escrita por: Carreirinho / Zé Da Estrada