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Boiadeiro Puño de Acero

Pedro Bento e Zé da Estrada

Boiadeiro Punho de Aço

Me criei em Araçatuba
Laçando potro, dando repasso
Meu velho pai pra lidar com boi,
Desde de menino guiou meus passos!
- Meu filho o mundo é uma estrada
Cheia de atalho, tanto embaraço
Mas se você for bom no cipó
Na vida nunca encontra fracasso.

Com vinte anos eu parti
Foi na comitiva de um tal Inácio
Senti um nó me aperta a garganta
Quando meu pai me deu um abraço.
- Meu filho Deus lhe acompanha
São estes os votos que eu te faço
E como prêmio do seu talento
Lhe presenteio com este meu laço.

Por este mundo afora
Fiz como faz a nuvem no espaço
Viajando ao leu conhecendo terra
Sempre ganhando dinheiro aos maços
Meu cipó em três rodilhas
Cobria a anca do meu picaço
Foi o que me garantiu o nome
De boiadeiro punho de aço.

De volta pra minha terra
Viajava a noite com o mormaço
Naquilo eu topei com uma boiada
Cortando o rio vinha passo a passo
Um grito de um boiadeiro
Pedindo ajuda cortou espaço
Eu vendo o peão que ia rodando
Saltei no rio com o meu picaço.

A correnteza era forte
Tirei o cipó da chincha do macho
E pelo escuro ainda consegui
laçar o peão por um dos seus braços
Ao trazer ele pra praia
Meu coração se fez em pedaços
Por um milagre que Deus mandou
Salvei meu pai com seu próprio laço!

Boiadeiro Puño de Acero

Me crié en Araçatuba
Lazando potros, dando repaso
Mi viejo padre para lidiar con el ganado,
Desde niño guió mis pasos!
- Hijo mío, el mundo es una carretera
Llena de atajos, tanto enredo
Pero si eres bueno con el lazo
En la vida nunca encontrarás fracaso.

Con veinte años me fui
Fue en la comitiva de un tal Inácio
Sentí un nudo apretarme la garganta
Cuando mi padre me dio un abrazo.
- Hijo mío, Dios te acompañe
Estos son los votos que te hago
Y como premio por tu talento
Te regalo este mi lazo.

Por este mundo afuera
Hice como hace la nube en el espacio
Viajando a la deriva conociendo tierras
Siempre ganando dinero a montones
Mi lazo en tres vueltas
Cubría la grupa de mi caballo
Fue lo que me garantizó el nombre
De boiadeiro puño de acero.

De vuelta a mi tierra
Viajaba de noche con el bochorno
En eso me topé con una manada de ganado
Cruzando el río paso a paso
Un grito de un boiadeiro
Pidiendo ayuda cortó el espacio
Yo vi al peón que se estaba ahogando
Salté al río con mi caballo.

La corriente era fuerte
Saqué el lazo del cincho del macho
Y en la oscuridad aún logré
Lazar al peón por uno de sus brazos
Al traerlo a la orilla
Mi corazón se hizo pedazos
Por un milagro que Dios envió
¡Salvé a mi padre con su propio lazo!

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