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Rosalina

Pedro Bento e Zé da Estrada

Rosalina

Recebi uma cartinha da minha querida
Foi a Rosalina que me escreveu
Mandou me dizer que vive aborrecida
Fez a despedida e se arrependeu.
Ela saudade do velho galpão
Das verdes Campinas nunca esqueceu
Quer rever os pagos que lhe deu a vida
A terra querida onde ela nasceu...

O meu peito triste estava emudecido
Triste aborrecido sempre a imaginar
Tinha encostado o meu pinho amigo
Sentindo saudade sem poder cantar.
A porteira velha que nos encontrava
Os cipós cobriram e ela se escondeu
Quando ouviu dizer que você voltava
Aquela ramada toda floresceu.

Quando lua nasce clareando as matas
As flores perfumam todo o meu rincão
Louco de ciúme leio a sua carta
Vejo seu retrato na imaginação.
Quando amanhece arreio meu pingo
Saio pras Campinas vou juntar meu gado
Ao som do berrante faz tremer os pagos
Sou um gaúcho guapo e vivo apaixonado.

Rosalina

Recibí una cartita de mi querida
Fue Rosalina quien me escribió
Me dijo que vive aburrida
Se despidió y se arrepintió.
Ella extraña el viejo galpón
Nunca olvidó los verdes campos
Quiere volver a los lugares que le dieron vida
A la tierra querida donde nació...

Mi pecho triste estaba enmudecido
Triste y aburrido siempre imaginando
Había dejado de tocar mi amigo pinar
Sintiendo nostalgia sin poder cantar.
La vieja tranquera que nos encontraba
Los bejucos la cubrieron y se escondió
Cuando escuchó que volvías
Todo el ramal floreció.

Cuando la luna nace iluminando los montes
Las flores perfuman todo mi rincón
Loco de celos leo tu carta
Veo tu retrato en mi imaginación.
Cuando amanece ensillo mi caballo
Salgo a los campos a juntar mi ganado
Al son del clarín hago temblar los lugares
Soy un valiente gaucho y vivo enamorado.

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