Os Três Boiadeiros
Viajando nas estradas
Zé Roia na frente tocando berrante
Chamando a boiada
E Chiquinho sempre do lado
Distraindo o gado tomando cuidado nas encruzilhadas
E nós três vivia tocando a boiada
Mas um dia na invernada
Deu uma trovoada
Numa derriçada o gado estourou
Nesse dia morreu Zé Roia
Caiu do cavalo, foi dentro do valo e a boiada pisou
Fiquei eu e Chiquinho tocando a boiada
Num domingo de rodeio
Chiquinho bebeu
E não me obedeceu pulou no picadeiro
Num relance atirei na rês
A vaca tremeu, mas no pulo que deu matou meu companheiro
Eu fiquei sozinho tocando a boiada
Viajando nas estradas
Não toco berrante
Nem vejo lá adiante meus dois companheiros
Deste trio, ficou a saudade
E em toda cidade o povo pergunta dos três boiadeiros
Eu fiquei sozinho tocando a boiada
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
Los Tres Vaqueros
Viajando por los caminos
Zé Roia al frente tocando el cuerno
Llamando al ganado
Y Chiquinho siempre a un lado
Distrayendo al ganado, cuidando en las encrucijadas
Y los tres siempre guiando al ganado
Pero un día en la invernada
Se desató una tormenta
En una caída el ganado se descontroló
Ese día murió Zé Roia
Cayó del caballo, cayó en el canal y el ganado lo pisoteó
Quedé yo y Chiquinho guiando al ganado
En un domingo de rodeo
Chiquinho tomó
Y no me hizo caso, saltó al ruedo
En un instante disparé a la res
La vaca tembló, pero al saltar mató a mi compañero
Yo quedé solo guiando al ganado
Viajando por los caminos
No toco el cuerno
Ni veo adelante a mis dos compañeros
De este trío, solo queda la nostalgia
Y en cada ciudad la gente pregunta por los tres vaqueros
Yo quedé solo guiando al ganado
Yo quedé solo, guiando al ganado
Escrita por: Anacleto Rosas Jr.