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Enemigo de la prisa

Pedro Lucca

Inimigo da Pressa

Me avise
Quando você voltar a ser
Aquela que um dia eu imaginei sempre poder
Andar de mãos dadas, sem ter nada,
Nem ninguém a quem dever...

Me diz pra onde
Te levaram
Qual caminho?
Diz que ponte tu cruzara.
Qual a fonte de água limpa
Tua sede saciara?
Qual alpendre, na matina,
Tua rede balançara...

Com você Sozinha?
Tremendo de frio,
Sem o meu carinho.
Contrariando o destino
Que traçamos para nós...

Até parece
Que você não se lembra
Que eu te pedi em preces
Que você me esperasse
Implorei não se apresse
Que o tempo é inimigo da pressa
Infelizmente, ele só corre quando estou ao teu Lado...

E agora sozinho...
Ele insiste em atormentar
Lento sem pena
Só com a pena
Com o castigo, a sentença
De viver na tua ausência ...

Enemigo de la prisa

Avísame
Cuando vuelvas a ser
Aquella que un día imaginé siempre poder
Caminar de la mano, sin tener nada,
Ni a nadie a quien deber...

Dime a dónde
Te llevaron
¿Qué camino?
Di qué puente cruzaste.
¿Cuál fuente de agua limpia
Tu sed saciará?
¿Qué porche, en la mañana,
Tu hamaca balanceará...

¿Contigo sola?
Temblando de frío,
Sin mi cariño.
Contrariando el destino
Que trazamos para nosotros...

Parece
Que no recuerdas
Que te pedí en plegarias
Que me esperaras
Rogué que no te apresuraras
Que el tiempo es enemigo de la prisa
Lamentablemente, solo corre cuando estoy a tu lado...

Y ahora solo...
Insiste en atormentar
Lento sin piedad
Solo con la pena
Con el castigo, la sentencia
De vivir en tu ausencia...

Escrita por: Pedro Lucca Cândido