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Capital Araçatuba

Pedro Maia

Capital Araçatuba

Já cansado de tanta tristeza
Com saudade do meu grande amor
Deixei São Paulo as pressas
A caminho do interior

Para aliviar a angustia
Fui cortando pela marginal
Tiête passei por Osasco
Na Castelo cheguei afinal

Se pudesse saia voando
Mas o limite era cento e vinte
Desse jeito fui me acalmando
Quando vi Sorocaba ficando
E cheguei na cidade seguinte

A garganta já estava seca
Pressenti que seria fatal
Dar um chego na linda Boituva
Que mata a sede igual fosse chuva
Fabricando a cerveja Crystal

Reanimado depois da gelada
Logo vejo a famosa Pardinho
Tião Carreiro me vem na memória
Essa dupla que já fez história
Amargurado eu fico um pouquinho

Alegria me volta de novo
Ao rever a querida Rondon
Bandeirante daquela jazida
Rodovia muito conhecida
Pelo verde que lhe dá o tom

Botucatu já ficou na lembrança
Em conjunto com São Manuel
E em Bauru vou fazer a festança
De alegria eu olho pro céu

Já cheguei em minha região
Grande Oeste desse nosso estado
Mas forte bate o meu coração
Queima a garganta igual destilado

Já sinto o cheiro do leite de Lins
Falta menos de cem pra chegar
Vou levar a carne do Bertin
Pra domingo eu poder queimar

Seja no Quatro ou na festa do Peão
Com meu bem no bailão vou dançar
De presente não posso esquecer
Em Birigui sapato vou comprar

Com vocês vou deixar o convite
A meus amigos de todo o país
Tomar um chopinho aqui no Bola 7
Na Cervejaria cantar bem feliz

Depois no Barril vou deixar vocês
Não reparem eu peço o favor
Vou matar a saudade de vez
Nos braços do meu grande amor

O meu paraíso tem praça do boi
E hoje em dia couro de avestruz
Tem já como botas também Calamari
Antonio Spironeli que é cheio de luz

Sempre lembrarei dos tanques Colormaq
E do povo querido que trabalha e faz
Quem não conhece Araçatuba
Vem pra Expo de julho que é bão demais

Capital Araçatuba

Já cansado de tanta tristeza
Con nostalgia de mi gran amor
Dejé São Paulo apurado
Rumbo al interior

Para aliviar la angustia
Fui cortando por la marginal
Pasé por Osasco en el Tiête
Finalmente llegué a la Castelo

Si pudiera volaría
Pero el límite era ciento veinte
Así me fui tranquilizando
Cuando vi Sorocaba quedando
Y llegué a la siguiente ciudad

La garganta ya estaba seca
Presentí que sería fatal
Visitar a la hermosa Boituva
Que quita la sed como si fuera lluvia
Fabricando la cerveza Crystal

Reanimado después de la helada
Pronto veo al famoso Pardinho
Tião Carreiro viene a mi memoria
Esta dupla que ya hizo historia
Me quedo un poco amargado

La alegría vuelve a mí de nuevo
Al ver a la querida Rondon
Pionera de esa mina
Carretera muy conocida
Por el verde que le da el tono

Botucatu ya quedó en el recuerdo
Junto con São Manuel
Y en Bauru haré la fiesta
De alegría miro al cielo

Ya llegué a mi región
Gran Oeste de nuestro estado
Pero fuerte late mi corazón
Quema la garganta como destilado

Ya siento el olor de la leche de Lins
Falta menos de cien para llegar
Llevaré la carne de Bertin
Para quemarla el domingo

Ya sea en el Cuatro o en la fiesta del Peón
Con mi amor en el baile voy a danzar
No puedo olvidar el regalo
En Birigui compraré zapatos

Les dejo la invitación
A mis amigos de todo el país
Tomar una cervecita aquí en el Bola 7
En la Cervecería cantar bien felices

Después en el Barril los dejaré
No se preocupen les pido el favor
Voy a matar la nostalgia de una vez
En los brazos de mi gran amor

Mi paraíso tiene plaza del toro
Y hoy en día cuero de avestruz
Ya hay botas también de Calamari
Antonio Spironeli que es pura luz

Siempre recordaré los tanques Colormaq
Y la gente querida que trabaja y hace
Quien no conoce Araçatuba
Venga a la Expo de julio que es genial

Escrita por: Giorgio Randal