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Sin Más Valor

Pedro Munhoz

Sem Mais Valia

Faz tempo
Que me atrapalho
No fim do mês
Dinheiro
Sobra pra nada
Nesta escassez
Vendi
Umas ferramenta
Por precisão
Fizeram
Muita promessa
Trabalho, não

Beirando
Quase setenta
Final de festa
De tudo
Tudo me falta
Pouco me resta
Os filho
Nem sempre ajudam
Também não peço
Mas isto
Não justifica
Tamanho preço

Lhe falo
Sinceramente
Toda a verdade
O tempo
Ensina a gente
Barbaridade!
E o que ficou
Para trás
Foge da memória
Daqueles
Que escrevem e contam
Toda a história

Perdi
Minha companheira
Lhe sinto a falta
Solito
Em volta das casa
Saudade mata
E quando
A tarde se vai
Junto também vou
Com ela
Sou um viajante
Do que não sou

Bueno
Fico por aqui
Me enterte a vidraça
Um mate
Vou mirando a rua
A ver quem passa
Cansado
De não viver
Chego a conclusão
Que a vida
Ficou no bolso
De algum patrão

Sin Más Valor

Hace tiempo
Que me enredo
Al final del mes
Dinero
Sobra para nada
En esta escasez
Vendí
Unas herramientas
Por necesidad
Hicieron
Muchas promesas
Trabajo, no

Casi llegando
A los setenta
Final de fiesta
De todo
Todo me falta
Poco me queda
Los hijos
No siempre ayudan
Tampoco pido
Pero esto
No justifica
Tal precio

Te hablo
Sinceramente
Toda la verdad
El tiempo
Enseña a la gente
¡Barbaridad!
Y lo que quedó
Atrás
Huye de la memoria
De aquellos
Que escriben y cuentan
Toda la historia

Perdí
A mi compañera
La extraño
Solo
Alrededor de la casa
La nostalgia mata
Y cuando
La tarde se va
Yo también me voy
Con ella
Soy un viajante
De lo que no soy

Bueno
Me quedo por aquí
Mirando la ventana
Un mate
Observo la calle
A ver quién pasa
Cansado
De no vivir
Llego a la conclusión
Que la vida
Quedó en el bolsillo
De algún patrón

Escrita por: Pedro Munhoz