No Balanço da Morena
No Balanço da Morena
Eu não refugo cavalo por mais velhaco que seja
Pois não sou de levar pealo de bagual ou de boteja
Não fujo de entrevero, de trabuco ou de adaga
Não é a toa parceiro que eu sou de São Luiz Gonzaga.
Mas quando a noite balança e cama fica pequena
Eu me seguro na trança pra não cair da morena
Não me mixo pra siá dona que tem rodinhas nos pés
Em bailanta de acordeona danço tudo o que vier
E se for pra cantar versos entre muitos ou a sós
Eu viro o mundo do avesso com a força da minha voz
Mas quando a noite balança e a cama fica pequena
Eu me seguro na trança pra não cair da morena
En el balance de la Morena
En el Balanço da Morena
No rechazo un caballo por muy pícaro que sea
Pues yo no soy de coger pelos de un bagual o de una botella
No huyo de una catapulta, de una catapulta ni de un puñal
No es de extrañar que sea de São Luiz Gonzaga
Pero cuando la noche tiembla y la cama se hace pequeña
Me agarro de la trenza para no caerme de la morena
No me importa, señora que tiene ruedas de apoyo en los pies
En una bailarina de acordeón bailo todo lo que viene
Y si es cantar versos entre muchos o solos
Le doy la vuelta al mundo con la fuerza de mi voz
Pero cuando la noche se mece y la cama se vuelve pequeña
Me agarro de la trenza para no caerme de la morena
Escrita por: Alberto Ortaça / Gabriel Ortaça / Vaine Darde