Bagual
Bagual
Fui criado campo a fora sem cangaia e sem maneia
Conheço bem o meu pago e alguma querência alheia
Caborteiro e aporreado
Sou lá do chão colorado pátria da terra vermelha.
Sou bagual do queixo roxo, pescoço ruim de torcer
Baleio os quartos e peleio pois não aprendi a correr
Sou crioulo deste chão
E me entrincheiro no facão se o diabo me aparecer.
Cabrestear não cabresteio, me domar ninguém me doma
Gosto de churrasco gordo e café preto na cambona
Eu fui criado sem luxo
Pois não sou destes gaúchos que dá tudo e depois toma.
Assim carrego esta vida no lombo do meu destino
Por que já trouxe de herança de ser gaúcho teatino
O meu lenço é uma bandeira
Sou da terra missioneira deste Rio Grande divino.
Bagual
Bagual
Fui criado en el campo sin yugo ni riendas
Conozco bien mi tierra y algo de tierras ajenas
Arisco y peleador
Soy de la tierra colorada, patria de la tierra roja.
Soy un bagual de carácter fuerte, difícil de doblegar
Revuelco los cuartos y peleo, pues no aprendí a correr
Soy criollo de esta tierra
Y me defiendo con el cuchillo si el diablo se me aparece.
No me dejo domar, nadie me somete
Me gusta el asado jugoso y el café negro en la cantimplora
Crecí sin lujos
No soy de esos gauchos que dan todo y luego quitan.
Así llevo esta vida sobre el lomo de mi destino
Porque heredé ser un gaucho teatino
Mi pañuelo es una bandera
Soy de la tierra misionera de este divino Río Grande.
Escrita por: João Sampaio / Pedro Ortaça