395px

En las Torrentes de Mis Versos

Pedro Ortaça

Nas Torrentes Dos Meus Versos

Nas Torrentes Dos Meus Versos

Em cada verso que desembreto do peito
Levo a meu jeito sentimentos campo a fora
Que se afloram por nascentes que nem sei
Voando livres qual os pássaros na aurora

São versos xucros que jamais serão domados
Nem aramados conterão o seu destino
Igual meninos andam livres por aí
São como eu que não nasci pra ser mandado

Mas muitos cantam para o agrado dos senhores
Sem ter valores fantasiados de nativos
São corrosivos das sementes da querência
E sem essência vão formando seguidores

Mas o que importa é que eu cante a toda voz
Os sentimentos que buscam mais igualdade
Para que sempre o meu canto faça foz
Quando encontrar um canto de liberdade

Cantos as raízes da essência do meu pago
Por isso eu trago nas torrentes que carrego
Um sentimento tão gaúcho e missioneiro
E vou peleando para ver se não me entrego

Eu seguirei cantando pelos caminhos
Plantando flores para nascer novas sementes
Pra que o futuro não seja feito de espinhos
E um canto livre faça de mim sua vertente

Nunca se entrega quem tem anseios maiores
Pala cultura desta pátria, deste chão
Que nossa luta resulte em dias melhores
Para os que plantam sementes no coração.

En las Torrentes de Mis Versos

En las Torrentes de Mis Versos

En cada verso que desato de mi pecho
Llevo a mi manera sentimientos al campo
Que afloran por manantiales que desconozco
Volando libres como los pájaros en la aurora

Son versos rústicos que jamás serán domados
Ni contenidos por alambradas su destino
Igual que niños andan libres por ahí
Son como yo, que no nací para ser mandado

Pero muchos cantan para el agrado de los señores
Sin tener valores disfrazados de nativos
Son corrosivos de las semillas de la querencia
Y sin esencia van formando seguidores

Pero lo importante es que yo cante a toda voz
Los sentimientos que buscan más igualdad
Para que siempre mi canto sea un cauce
Cuando encuentre un canto de libertad

Canto las raíces de la esencia de mi tierra
Por eso traigo en las torrentes que cargo
Un sentimiento tan gaúcho y misionero
Y sigo luchando para ver si no me rindo

Seguiré cantando por los caminos
Plantando flores para que nazcan nuevas semillas
Para que el futuro no esté lleno de espinas
Y un canto libre me convierta en su corriente

Nunca se rinde quien tiene anhelos mayores
Por la cultura de esta patria, de esta tierra
Que nuestra lucha resulte en días mejores
Para aquellos que siembran semillas en el corazón.

Escrita por: Jorge Enio / Pedro Ortaça