Dolores
Restam cartões postais
De lugares distantes demais
Que ela nunca visitou
Ai, que saudade de Dolores
Poder ouvir sua risada
Nossos copos com cerveja
O cigarrinho entre os dedos
Suas conversas tão anti materiais
Tantos lugares entre eu e ela
Que não existem nos jornais
Ai, Dolores, quando mesmo você disse que volta?
Dolores sua risada em minha memória é pura água corrente
E esse silêncio é como a melancólica espuma do mar
Durante a ressaca, na praia
Ai, que saudade de Dolores
Poder provar do seu amor
Aquela caixa em marchetaria
Que vimos na vitrine da rua dos Andradas
Agora está lá em casa
Guardando velhos tíquetes de cinema
Uma flor de alfazema e algum cartão postal
Ai, Dolores, o que me dói é saber
Do enorme passado que temos pela frente
Restam cartões postais de lugares distantes demais
Que ela nunca visitou
Dolores
Quedan postales
De lugares demasiado lejanos
Que ella nunca visitó
Ay, qué nostalgia de Dolores
Poder escuchar su risa
Nuestros vasos con cerveza
El cigarrillo entre los dedos
Sus conversaciones tan anti materiales
Tantos lugares entre ella y yo
Que no existen en los periódicos
Ay, Dolores, ¿cuándo dijiste que regresarías?
Dolores, tu risa en mi memoria es agua pura corriendo
Y este silencio es como la melancólica espuma del mar
Durante la resaca, en la playa
Ay, qué nostalgia de Dolores
Poder probar tu amor
Aquella caja de marquetería
Que vimos en el escaparate de la calle Andradas
Ahora está en casa
Guardando viejos boletos de cine
Una flor de lavanda y alguna postal
Ay, Dolores, lo que me duele es saber
Del enorme pasado que tenemos por delante
Quedan postales de lugares demasiado lejanos
Que ella nunca visitó
Escrita por: Pedro Pastoriz