O Último
O último da sala que era motivo de piada
Pequeno não para encara o mundo te deu nada
E você foi bem maior que tudo isso
Olhou bem mais longe nem ligou pro impossível
Sua risada entalou aqui no peito
Vontade de fugir mais não
Mantive minha postura meu respeito
A sombra do onipotente sempre andei
Foram os motivos pra não estragar o que já conquistei
Sonhei desde moleque em meio as cleks intercheck
Excluído pelos leks top da bombek
Sem Brack
Sem escolha só as folhas rabiscadas e os versos
Entre linhas e mais linhas de progresso
Buzão lotado peguei caminhando o bonde chamei
Se to sem passagem fiquei na chuva a pé prosperei
E o mundo não é grande bastante dentro de você
Só não peguei atalho e nem paro pra não retroceder
Afundado por um preconceito menosprezo
Não esse gostinho de querer ter menos um preto
Acima de tudo eu fui eleito escolhido a dedo
Deus me chamo pra me por entre os primeiros
Alheio se for pra olhar então olha agora
Não vou te deixar ao relento só porque me deixou pra fora
Um dia as coisas muda e a catraca gira
Sempre paguei o mau com bem e o resultado é quem dita
E a brisa é ver que tudo muda mesmo
Confesso sou o último mais Deus me quis em primeiro
Foram planos e danos já fui roubado trampando mano
Calunia e prantos mais nunca parei murmurando
Reclamar de algo só se for pra ser
hoje eu reclamei de tudo aqui que deixei de fazer
E fui
O último da sala que era motivo de piada
Pequeno não para encara o mundo te deu nada
E você foi bem maior que tudo isso
Olhou bem mais longe nem ligou pro impossível
Ahh
E eu menino de quebrada e aqui do interior
Preto e magrelo e ainda filho de pastor
E quantos por um momento já parou e me zuou
E só me criticaram mais nunca deram valor
E quantos falavam que eu nunca ia ser nada
E muitos criticavam minha arcada arrebentada
E quantos criticaram minha roupa remendada
Pararam de criticar pra fazer minhas improvisadas
Não que minhas improvisadas me faça um cara incrível
Mais me deixa acreditar que esse sonho é possível
Desde pequenininho com o cavaquinho na mão
De cavaquinho pra violão
E do violão pra rima e rima pra esse mundão
O importante é lutar o importante é correr
E sempre acreditar não deixar o sonho morrer
E muitos falam e eu deixo pra lá
Pois eu creio nessas horas pra poder continuar
El Último
El último de la sala que era motivo de burla
Pequeño, no se detiene ante el mundo que no te dio nada
Y tú fuiste mucho más grande que todo eso
Miraste mucho más lejos, ni te importó lo imposible
Tu risa se atascó aquí en el pecho
Ganas de huir, pero no lo hice
Mantuve mi postura, mi respeto
A la sombra del todopoderoso siempre caminé
Fueron los motivos para no arruinar lo que ya había conquistado
Soñé desde niño en medio de los cleks intercheck
Excluido por los leks top de la bombek
Sin Brack
Sin elección, solo las hojas garabateadas y los versos
Entre líneas y más líneas de progreso
Tomé el autobús lleno caminando, llamé al grupo
Si no tenía boleto, me quedé bajo la lluvia y prosperé
Y el mundo no es tan grande, está bastante dentro de ti
Solo no tomé atajos y no paro para no retroceder
Hundido por un prejuicio, menosprecio
No ese sabor de querer tener uno menos negro
Sobre todo, fui elegido, escogido a dedo
Dios me llamó para ponerme entre los primeros
Ajeno, si es para mirar, entonces mira ahora
No te dejaré desamparado solo porque me dejaste afuera
Un día las cosas cambian y la rueda gira
Siempre pagué el mal con bien y el resultado es el que dicta
Y la brisa es ver que todo cambia realmente
Confieso que soy el último, pero Dios me quiso primero
Fueron planes y daños, ya fui robado trabajando, hermano
Calumnias y llantos, pero nunca dejé de murmurar
Quejarse de algo solo si es para ser
Hoy me quejé de todo lo que dejé de hacer
Y fui
El último de la sala que era motivo de burla
Pequeño, no se detiene ante el mundo que no te dio nada
Y tú fuiste mucho más grande que todo eso
Miraste mucho más lejos, ni te importó lo imposible
Ahh
Y yo, niño de barrio y de aquí del interior
Negro y flaco, y además hijo de pastor
Y cuántos por un momento se detuvieron a burlarse de mí
Y solo me criticaron, pero nunca valoraron
Y cuántos decían que nunca sería nada
Y muchos criticaban mi dentadura destrozada
Y cuántos criticaron mi ropa remendada
Dejaron de criticar para escuchar mis improvisaciones
No es que mis improvisaciones me hagan una persona increíble
Pero me hace creer que este sueño es posible
Desde pequeñito con el cavaquinho en la mano
Del cavaquinho a la guitarra
Y de la guitarra a la rima, y la rima a este mundón
Lo importante es luchar, lo importante es correr
Y siempre creer, no dejar que el sueño muera
Y muchos hablan y yo lo dejo pasar
Porque creo en esos momentos para poder seguir