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La Tetera del Alto del Polvo

Pena Branca e Xavantinho

Chaleira do Alto da Poeira

É doida de jogar pedra
A velha da roupa preta
Que anda pela cidade
Pedindo por caridade
É bruxa ou feiticeira

Esta miséria ambulante
Esse pedaço de gente
Se arrastando na ladeira
As latas que ela carrega
Acordam a rua inteira
E a meninada esgoela
Chaleira, chaleira, chaleira

Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira
Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira

Chaleira é mulher velha
Mas que já foi menina
Que teve seu endereço
Nessa minha Diamantina

Rua caminho do carro
Foi a sua passarela
Ali ela foi princesa
Foi a nossa Cinderela

A vida deu tantas voltas
E de tal forma a maltrata
Que seu véu era de noiva
Hoje é um véu de lata

Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira
Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira

Na rua jogo da bola
Ou mesmo na grupiara
Os meninos ouvem lata
E saem em algazarra

Menino sabe o instante
Não sabe o que veio antes
Menino sabe o agora
Não sabe o que foi outrora

Menino corre da velha
Quando a velha joga pedra
Menino corre de medo
Menino caga no dedo

Quando a velha joga pedra
Ela está louca da vida
Pela vida que ela tem
Pela vida que tivera

Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira
Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira
Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira

Na rua jogo da bola
Ou mesmo na grupiara
Os meninos ouvem lata
E saem em algazarra

Menino sabe o instante
Não sabe o que veio antes
Menino sabe o agora
Não sabe o que foi outrora

Menino corre da velha
Quando a velha joga pedra
Menino corre de medo
Menino caga no dedo

Quando a velha joga pedra
Ela está louca da vida
Pela vida que ela tem
Pela vida que tivera

Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira
Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira
Lá vem a chaleira
Lá do alto da poeira

La Tetera del Alto del Polvo

Es una locura lanzar piedras
La anciana de ropa negra
Que camina por la ciudad
Pidiendo caridad
¿Es bruja o hechicera?

Esta miseria ambulante
Este pedazo de gente
Arrastrándose cuesta abajo
Las latas que carga
Despiertan a toda la calle
Y los niños gritan
Tetera, tetera, tetera

Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo
Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo

La tetera es una mujer vieja
Pero que alguna vez fue niña
Que tuvo su hogar
En mi Diamantina

La calle era su pasarela
Camino de carros
Allí fue princesa
Fue nuestra Cenicienta

La vida dio tantas vueltas
Y de tal forma la maltrata
Que su velo era de novia
Hoy es un velo de lata

Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo
Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo

En la calle, juego de pelota
O incluso en la grupiara
Los niños escuchan latas
Y salen en algarabía

El niño sabe el momento
No sabe lo que vino antes
El niño sabe el ahora
No sabe lo que fue antes

El niño corre de la vieja
Cuando la vieja lanza piedras
El niño corre de miedo
El niño se asusta

Cuando la vieja lanza piedras
Está loca de la vida
Por la vida que tiene
Por la vida que tuvo

Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo
Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo
Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo

En la calle, juego de pelota
O incluso en la grupiara
Los niños escuchan latas
Y salen en algarabía

El niño sabe el momento
No sabe lo que vino antes
El niño sabe el ahora
No sabe lo que fue antes

El niño corre de la vieja
Cuando la vieja lanza piedras
El niño corre de miedo
El niño se asusta

Cuando la vieja lanza piedras
Está loca de la vida
Por la vida que tiene
Por la vida que tuvo

Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo
Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo
Allá viene la tetera
Desde lo alto del polvo

Escrita por: Fernando Brant / Tavinho Moura