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Vieja Morada

Pena Branca e Xavantinho

Velha Morada

Velha morada onde eu me criei
Recanto alegre lá do meu sertão
Faz tanto tempo que eu te abandonei
E hoje eu moro com a solidão

Aqui na estância quando escurece
Desce da noite o seu negro véu
As estrelinhas que vaga no espaço
A Lua cheia vem brilhando o céu

Velha morada eu ainda me recordo
Daquele dia que eu me despedi
E a porteira lá do espigão
Por despedida duas vez bati

Que rancho que me pertencia
A natureza de cipó cobriu
A porteirinha que bateu um dia
Apodreceu e pelo chão caiu

Vieja Morada

Vieja morada donde crecí
Rincón alegre de mi tierra natal
Hace tanto tiempo que te abandoné
Y ahora vivo con la soledad

Aquí en la estancia cuando oscurece
Desciende la noche con su velo negro
Las estrellitas que vagan en el espacio
La Luna llena viene iluminando el cielo

Vieja morada aún te recuerdo
Ese día en que me despedí
Y la tranquera allá en el espigón
Por despedida dos veces golpeé

El rancho que me pertenecía
La naturaleza de cipó lo cubrió
La tranquerita que golpeé un día
Se pudrió y cayó al suelo

Escrita por: Mestre Rezende / Xavantinho