395px

Long Beach

Perímetro Urbano

Long Beach

Fim de semana prolongado, em pleno feriado na Metrópole Paulista
Eu e o Amadeu, tomando umas no bar do Ananias
Coisa comum naqueles dias
Resolvemos fugir dessa rotina enfadonha e bairrista
Expus o meu ponto de vista
Ir a Long Beach, pérola rara da Baixada Santista
Curtindo uma de surfista

Pegamos no batente, fretamos ônibus, passamos listas
Mais de mil excursionistas
No rádio avisavam, muita atenção, que a serra é só neblina
Mas o perigo me fascina
Peguei o meu short que já cheirava a naftalina
Quem me deu foi Idalina
Um presente alusivo ao fim de ano festa natalina
Disparou meu coração adrenalina

Partimos, frango, farofa, um garrafão da boa
Escondido da Patroa
Tão apertados, que eu me sentia um contorcionista
Desembarcam os banhistas
Preparei um mergulho, duplo mortal me estalou a espinha
Um transeunte me detinha
Retruquei: - seu moço, sou morador de zona ribeirinha!
Degrau na sala e um bote na cozinha

Deitei no Sol do meio-dia pegando uma cor, em pleno verão
Quando me tirando um sarro, gritaram
- O otário tá igual camarão!
Ouvir tamanho impropério me tirou do sério, eu virei o cão
Disse ninguém me segura, respondo à altura, vai ter confusão

Mas Amadeu, que é um homem com diplomacia, em tal situação
Gastou seu papo furado, chamou-me de lado, deu sua versão
Eu, que sou intransigente, cedi ante a força do seu argumento
Deixa disso é tudo uma questão de pigmento!
Ganhou na hora o sentimento

A tarde já caía, a Lua reluzia sobre o litoral
Vamos voltar pra Capital!
Eu vejo um tumulto, queimaduras de primeiro grau
Teve quem foi pro hospital
Eu quase que surto, um imprevisto veio igual castigo, vejam vocês
Quebrou um coletivo, que acabou guinchado no ABC

Meu Deus do céu, quero esquecer!

Long Beach

Fin de semana largo, en pleno feriado en la Metrópole Paulista
Yo y Amadeo, tomando unas en el bar de Ananias
Cosa común en esos días
Decidimos escapar de esta rutina aburrida y localista
Expuse mi punto de vista
Ir a Long Beach, joya rara de la Baixada Santista
Disfrutando como surfistas

Nos pusimos en marcha, alquilamos un bus, pasamos listas
Más de mil excursionistas
En la radio avisaban, mucha atención, que la sierra es solo neblina
Pero el peligro me fascina
Agarré mi short que ya olía a naftalina
Me lo dio Idalina
Un regalo alusivo a la fiesta de fin de año navideña
Disparó mi corazón, adrenalina

Partimos, pollo, farofa, un garrafón de lo bueno
Escondido de la Patrona
Tan apretados, que me sentía un contorsionista
Desembarcan los bañistas
Preparé un salto, doble mortal, me estalló la columna
Un transeúnte me detenía
Repliqué: - señor, soy residente de la zona ribereña!
Escalón en la sala y un bote en la cocina

Me tumbé al sol del mediodía, tomando color, en pleno verano
Cuando se burlaban de mí, gritaron
- ¡El tonto está igual que un camarón!
Escuchar tal improperio me sacó de quicio, me volví un perro
Dije que nadie me detiene, respondo a la altura, va a haber confusión

Pero Amadeo, que es un hombre con diplomacia, en tal situación
Gastó su charla, me llamó a un lado, dio su versión
Yo, que soy intransigente, cedí ante la fuerza de su argumento
Deja eso, es todo una cuestión de pigmento!
Ganó en el momento el sentimiento

La tarde ya caía, la luna brillaba sobre el litoral
¡Vamos a volver a la Capital!
Veo un tumulto, quemaduras de primer grado
Hubo quien fue al hospital
Casi me da un ataque, un imprevisto vino como castigo, vean ustedes
Se rompió un colectivo, que terminó siendo remolcado en el ABC

¡Dios mío, quiero olvidar!

Escrita por: Vital Mancini