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Tormenta en el Canal

Pescadores de Água-Viva

Tempestade no Canal

O vento sopra é noroeste
Não posso ir pescar
A trovoada rodando ao leste
Hoje não vou me alimentar

Passando fome de madrugada
Querendo estar no mar
Pegando peixe em mar aberto
Pra depois saborear

Eu não tenho medo de morrer
Vou pegar o meu puçá
Vou lançar a minha rede em alto-mar

É quase cem por cento de eu morrer
As águas-vivas podem me atacar
Mas a minha rede eu vou lançar

Hoje eu vou pescar na ponta do arpoá
Tainha
No mar eu vou entrar pra poder pescar
Tainha

A tempestade em alto-mar
Não sei se vou vencer
Com minha canoa em mar aberto
Sem medo de morrer
Com muita força vou lutando
Pra sobreviver
Não penso em nada vou remando
A tempestade vou vencer

Eu não tenho medo de morrer
Vou pegar o meu puçá
Vou lançar a minha rede em alto-mar

É quase cem por cento de eu morrer
As águas-vivas podem me atacar
Mas a minha rede eu vou lançar

Hoje eu vou pescar na ponta do arpoá
Tainha
No mar eu vou entrar pra poder pescar
Tainha

Tormenta en el Canal

El viento sopla del noroeste
No puedo ir a pescar
La tormenta se acerca desde el este
Hoy no podré alimentarme

Pasando hambre en la madrugada
Anhelando estar en el mar
Capturando peces en alta mar
Para luego saborear

No le temo a la muerte
Tomaré mi arpón
Lanzaré mi red en alta mar

Es casi seguro que moriré
Las medusas pueden atacarme
Pero mi red lanzaré

Hoy pescaré en la punta del arpoá
Corvina
Entraré al mar para poder pescar
Corvina

La tormenta en alta mar
No sé si podré vencer
Con mi canoa en alta mar
Sin miedo a morir
Con fuerza lucharé
Para sobrevivir
No pienso en nada, solo remo
La tormenta venceré

No le temo a la muerte
Tomaré mi arpón
Lanzaré mi red en alta mar

Es casi seguro que moriré
Las medusas pueden atacarme
Pero mi red lanzaré

Hoy pescaré en la punta del arpoá
Corvina
Entraré al mar para poder pescar
Corvina

Escrita por: Abner Oliveira / Habakkuk Siqueira