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Recuerdos

Petrúcio Amorim

Lembranças

As vezes eu fico pensando morena
Se tu pensas em mim, morena
Mas se tu pensas que lembras, morena
Mas por que que lembras de mim

Será do troco das piadas engraçadas
Que eu te contava à meia noite à meia voz
Do candeeiro da fumaça desgraçada
Que atrapalhava o nosso amor sobre os lençóis

Das madrugadas que o desejo convidava
Para um passeio noturno pra variar
O do amor exagerado em noite fria
Quando a lua se escondia pra não ter que espiar

Era um tombo só
Feito o balanço do mar
Era um tombo só
Eu de cá e tu de lá

Será dos brincos dos cordoes e das pulseiras
Que eu comprava aquele velho camelô
Ou do ciúme danado que eu sentia
Quando tu ias visitar o teu doutor
Será das mulas que eu comprei a Chico Paca
No troca troca da feira de Caruaru
O será mesmo da quela rede malvada
Quando o vento balançava
No chão deixava eu e tu

Era um tombo

Recuerdos

A veces me pongo a pensar, morena
Si tú piensas en mí, morena
Pero si piensas que recuerdas, morena
¿Por qué recuerdas de mí?

¿Será por las bromas graciosas
Que te contaba a medianoche en voz baja?
Por la lámpara de humo maldita
Que interrumpía nuestro amor sobre las sábanas?

De las madrugadas que el deseo invitaba
A un paseo nocturno para variar
O del amor desmedido en noche fría
Cuando la luna se escondía para no espiar?

Era una caída sola
Como el vaivén del mar
Era una caída sola
Yo de un lado y tú del otro

¿Será por los aretes, los cordones y las pulseras
Que le compraba a aquel viejo vendedor?
O por los celos locos que sentía
Cuando tú ibas a visitar a tu doctor?
¿Será por las mulas que le compré a Chico Paca
En el trueque de la feria de Caruaru?
O será de aquella red malvada
Cuando el viento movía
Y en el suelo quedábamos tú y yo?

Era una caída

Escrita por: Jorge de Altinho / Petrucio Amorim