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Mirada de Pajarito

Petrúcio Amorim

Olhar De Passarinho

Neguinha
Eu não lhe disse
Que sou bom
Também não sou assim
De se jogar

Com esse seu olhar
De passarinho
Você bota direitinho
Seu neguinho
Pra chorar

Bota qualquer
Nego na tipóia
Feito Helena de Tróia
Fez o grego enlouquecer
Bota feito Maria Bonita
No sertão lá em Serrita
Fez o lampião roer

Não deixe
Se levar pelo ciúme
Isso vai criar volume
Solidão vai lhe pegar

Deixa o vento
Dar na ribanceira
Queira como
Quero te querer
Não vale brigar
Não vale chorar
Não, meu coração
Não que sofre

Venha dar consolo
Dar carinho
Minha nega seu neguinho
Tá carente de você

Mirada de Pajarito

Negrita
No te dije
Que soy bueno
Tampoco soy así
Para dejarme llevar

Con esa mirada tuya
De pajarito
Lo clavas perfectamente
A tu negrito
Haciéndolo llorar

Clava a cualquier
Negro en la horca
Como Helena de Troya
Hizo enloquecer al griego
Clava como María Bonita
En el sertón allá en Serrita
Hizo que Lampião se retorciera

No te dejes
Llevar por los celos
Eso va a crear volumen
La soledad te atrapará

Deja que el viento
Golpee en la ribera
Quiero como
Quiero quererte
No vale pelear
No vale llorar
No, mi corazón
No sufre

Ven a consolar
A dar cariño
Mi negra, tu negrito
Está necesitado de ti

Escrita por: Petrucio Amorim