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Mi Compañero

Pia

Meu Parceiro

Eu fecho olhos, eu lembro do cara
Parceria rara
Lembro das parada que agente conversava
A vida, a morte, as histórias sobre as mina
E o ciclo da vida que nunca termina
O cara foi assassinado à queima roupa
Por coisa pouca
A vida é mesmo imprevisível,
Que coisa louca
Puta que pariu!
A polícia nunca descobriu
Os assassinos ninguém viu,
Ninguém ouviu
Este é o brasil,
E os suspeitos e a moto sumiu
E a história caiu no espaço vazio
O cara era meu parceiro há miliano, meu mano
Morreu apenas com 25 anos
Muito inteligente
Sempre usando a sua mente
Sempre vivendo o presente
Sem medo de morrer
Porque vivia todos os dias
Como se fosse seu último dia

(eu gostaria de falar tantas coisas pra você
Só que eu não sei por onde começar
Em um momento como esse
É tão difícil de saber o que falar)

E muita gente pensava que ele era louco
Porque ele tinha muito pouco, ele ria do sufoco
A medianeira inteira, os vizinhos do seu lado
Achavam que ele era um marginal viciado
Por que dentro de casa ele não tinha quase nada
Só os discos e os livros, e era tudo que ele precisava
Por que ele tinha sua vida
Rotina suicida
Buscando sempre uma saída
E sabia, sua jornada seria interrompida
Era contra sua vontade
Inevitável verdade
Não queria ser mais um
Mantedor da realidade
Da mediocridade da sociedade
Jogava o jogo inventando suas regras
Odiava as regras
Precisava das regras
E de tudo que é tipo de proibição e de regra
Para apenas continuar quebrando as regras

(eu gostaria de falar tantas coisas pra você
Só que eu não sei por onde começar
Em um momento como esse
É tão difícil de saber o que falar)

E a sua indiferença foi tratada como uma doença
E os médicos lhe deram uma sentença
Eles queriam encontrar a cura da sua loucura
Destruindo sua natureza pura
E a cada hora lhe davam uma droga diferente
Enfiaram na sua mente, que ele estava tão doente
E por dois anos ele andou por aqui
Parecendo um zumbi
Foi difícil prosseguir
E os seus movimentos ficaram muito lentos
O seu corpo não acompanhava os seus pensamentos
O homem lobo sempre quis, apenas ser feliz
Enquanto muitos imbecis, com desejos infantis
Eles te dizem, como você deve viver
Querendo que você, viva pra sobreviver
Você não vê como eu, as coisas que estou vendo
Você não pode perceber o que eu estou dizendo

(eu gostaria de falar tantas coisas pra você
Só que eu não sei por onde começar
Em um momento como esse
É tão difícil de saber o que falar)

Mi Compañero

Cierro los ojos, recuerdo al tipo
Una asociación rara
Recuerdo las cosas de las que hablábamos
La vida, la muerte, las historias sobre las chicas
Y el ciclo de la vida que nunca termina
El tipo fue asesinado a quemarropa
Por nada
La vida es realmente impredecible,
Qué locura
¡Carajo!
La policía nunca descubrió
Los asesinos nadie vio,
Nadie escuchó
Este es Brasil,
Y los sospechosos y la moto desaparecieron
Y la historia cayó en el vacío
El tipo era mi compañero desde hace años, mi hermano
Murió con solo 25 años
Muy inteligente
Siempre usando su mente
Siempre viviendo el presente
Sin miedo a morir
Porque vivía todos los días
Como si fuera su último día

(Quisiera decirte tantas cosas
Pero no sé por dónde empezar
En un momento como este
Es tan difícil saber qué decir)

Y mucha gente pensaba que estaba loco
Porque tenía muy poco, se reía de la adversidad
Toda la vecindad, los vecinos de su lado
Pensaban que era un marginal adicto
Porque dentro de casa no tenía casi nada
Solo discos y libros, y era todo lo que necesitaba
Porque tenía su vida
Rutina suicida
Buscando siempre una salida
Y sabía, su viaje sería interrumpido
Era en contra de su voluntad
Verdad inevitable
No quería ser uno más
Mantenedor de la realidad
De la mediocridad de la sociedad
Jugaba el juego inventando sus reglas
Odiaba las reglas
Necesitaba las reglas
Y todo tipo de prohibición y regla
Solo para seguir rompiendo las reglas

(Quisiera decirte tantas cosas
Pero no sé por dónde empezar
En un momento como este
Es tan difícil saber qué decir)

Y su indiferencia fue tratada como una enfermedad
Y los médicos le dieron una sentencia
Querían encontrar la cura de su locura
Destruyendo su naturaleza pura
Y cada hora le daban una droga diferente
Le metieron en la mente, que estaba tan enfermo
Y por dos años estuvo por aquí
Pareciendo un zombi
Fue difícil seguir adelante
Y sus movimientos se volvieron muy lentos
Su cuerpo no seguía sus pensamientos
El hombre lobo siempre quiso, solo ser feliz
Mientras muchos imbéciles, con deseos infantiles
Te dicen, cómo debes vivir
Queriendo que vivas para sobrevivir
No ves como yo, las cosas que estoy viendo
No puedes entender lo que estoy diciendo

(Quisiera decirte tantas cosas
Pero no sé por dónde empezar
En un momento como este
Es tan difícil saber qué decir)

Escrita por: Julio Porto / Pedro Porto - Hique Gomes / Piá