Caminhão de Ciúme
Quem me ver assim sorrindo
Não sabe que estou fingindo
Pra não revelar meu drama
É uma dor que se resume
Num caminhão de ciúmes
Por alguém que não me ama
Vida triste esta minha
Que aos poucos se definha
Nas garras desta paixão
Parece que dilacera
Nas unhas desta pantera
O meu pobre coração
Eu digo que não te quero
Somente de brincadeira
Mas ao chegar em meu quarto
Choro ao ver o seu retrato
Sorrindo na penteadeira
Preciso encontrar um jeito
Pra expulsar do meu peito
Esta agonia sem fim
Este amor que pode crer
Que ao morrer em você
Cresceu com mais força em mim
Se alguém pergunta de nós
Eu digo de viva voz
Que foi só um caso à esmo
Mas viver um grande amor
É querer fugir da dor
É enganar a si mesmo
Eu digo que não te quero
Somente de brincadeira
Mas ao chegar em meu quarto
Choro ao ver o seu retrato
Sorrindo na penteadeira
Camión de Celos
Quien me ve así sonriendo
No sabe que estoy fingiendo
Para no revelar mi drama
Es un dolor que se resume
En un camión de celos
Por alguien que no me ama
Vida triste la mía
Que poco a poco se marchita
En las garras de esta pasión
Parece que desgarra
En las uñas de esta pantera
Mi pobre corazón
Digo que no te quiero
Solo de broma
Pero al llegar a mi cuarto
Lloro al ver tu retrato
Sonriendo en el tocador
Necesito encontrar una manera
Para expulsar de mi pecho
Esta agonía sin fin
Este amor que, créeme
Que al morir en ti
Creció con más fuerza en mí
Si alguien pregunta por nosotros
Digo en voz alta
Que fue solo un caso al azar
Pero vivir un gran amor
Es querer huir del dolor
Es engañarse a uno mismo
Digo que no te quiero
Solo de broma
Pero al llegar a mi cuarto
Lloro al ver tu retrato
Sonriendo en el tocador
Escrita por: Pingo D'Água e Zé Venâncio