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Cabra del Noreste

Poeta J Sousa

Cabra do Nordeste

Na cidade de São Paulo
Certa vez num restaurante
Um Paulista muito rico
Estava com sua amante
Sentados em uma mesa
Tomando refrigerante

Enquanto eles tomavam
O refrigerante gelado
O Paulista percebeu
Que bem ali do seu lado
Tinha um cabra nordestino
Desses do chapéu virado

Aí o Paulista querendo
Ao nordestino humilhar
Olhou pra sua amante
E começou a falar
Cabra do nordeste, amor
É ruim pra se danar

Você pode acreditar
Minha querida amada
Que cabra lá do nordeste
Não vale mesmo é nada
Cabra do nordeste não
Tem valor duma cocada

A mulher disse é mesmo?
Cabra do nordeste é rim?
Ele disse é ruim demais
A ruindade é sem fim
Cabra do nordeste é ruim
Muito mais do que Caim

O nordestino que estava
Ali pertinho sentado
Levantou-se da cadeira
Feito um leão eraivado
Puxou a peixeira e disse
Ou seu paulista safado

Por que é que tu falou
Que cabra lá do nordeste
Não Tem o valor de nada
É ruim que só a peste
Me explica agora por que
Seu Pilantra, cafajeste!

Eu sou cabra nordestino
Valente feito caipora
Repete o que tu falou
Para a tua senhora
Pra eu com essa peixeira
Matar vocês dois agora

O Paulista começou
Logo a tremer sem parar
E para o nordestino
Disse assim a gaguejar
Calma amigo, guarde a faca
Que eu vou lhe explicar

Quando eu disse a minha esposa
Ana Maria da Paz
Que cabra lá do nordeste
É ruim até demais
Não é o que você pensa
É o seguinte, rapaz

É que eu comprei uma cabra
Que lá do nordeste veio
E ao tirar o leite dela
Senti um grande aperreio
Que o leite que ela deu
Não deu nem um copo meio

Cabra del Noreste

En la ciudad de São Paulo
Una vez en un restaurante
Un Paulista muy rico
Estaba con su amante
Sentados en una mesa
Tomando refresco

Mientras tomaban
El refresco frío
El Paulista se dio cuenta
Que justo al lado suyo
Había un cabra nordestino
De esos con el sombrero volteado

Entonces el Paulista queriendo
Humillar al nordestino
Miró a su amante
Y comenzó a hablar
Cabra del noreste, amor
Es malo hasta más no poder

Puedes creer
Mi querida amada
Que el cabra del noreste
No vale ni un comino
Cabra del noreste
No vale ni un caramelo

La mujer dijo ¿en serio?
¿El cabra del noreste es malo?
Él dijo es malísimo
La maldad no tiene fin
Cabra del noreste es malo
Mucho más que Caín

El nordestino que estaba
Ahí cerquita sentado
Se levantó de la silla
Como un león enfurecido
Sacó el cuchillo y dijo
Oye, Paulista tramposo

¿Por qué dijiste
Que el cabra del noreste
No vale nada?
Es malo como la peste
Explícame ahora
Tú, pillo, sinvergüenza

Soy cabra nordestino
Valiente como un diablo
Repite lo que dijiste
A tu señora
Para que con este cuchillo
Los mate a los dos ahora

El Paulista empezó
A temblar sin parar
Y al nordestino
Le dijo balbuceando
Tranquilo amigo, guarda el cuchillo
Que te voy a explicar

Cuando le dije a mi esposa
Ana María de la Paz
Que el cabra del nordeste
Es malo hasta más no poder
No es lo que piensas
Es así, amigo

Es que compré una cabra
Que vino del nordeste
Y al ordeñarla
Tuve un gran problema
Que la leche que dio
No alcanzó ni medio vaso

Escrita por: Poeta J. Sousa