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El Paraibano, el Paulista y el Pinico

Poeta J Sousa

O Paraibano, o Paulista e o Pinico

Até os meus vinte anos
Eu nunca tinha deixado
Minha linda Paraíba
Por nenhum outro estado
Mas quando fiz vinte anos
Como eu já tinha planos
Uma passagem comprei
Deixei a minha terrinha
Com toda família minha
E pra São Paulo viajei.

Parti levando no peito
Uma enorme saudade
Da família e de todos
Os amigos da cidade
Quando em São Paulo cheguei
Infelizmente fiquei
Num quarto sem ter banheiro
Aí comecei pensar
Quando for pra eu defecar
Vai ser grande o desespero.

Aí eu pensei assim,
Já que aqui não tem banheiro
Eu vou na venda agora
Comprar com o meu dinheiro
Um pinico e guardar
Quando a vontade chegar
Eu defeco dentro dele
Depois rápido feito um gato
Jogo a feze no mato
E fico usando ele.

Fui na venda dum paulista
Conhecido no setor
Chegando lá perguntei
Desse jeito, meu senhor
Tem pinico pra vender?
Ele começou dizer:
- Aqui tem pinico, sim!
Aí eu disse meu senhor
Traga aqui, por favor
Dois pinicos para mim!

Ele trouxe os pinicos
Entregou na minha mão
Depois pra me humilhar
Ele disse: - Cidadão
Agora eu te comunico
Isso aí se chama pinico
Na tua terra, meu mano!
Mas em São Paulo aqui
Esse bichinho aí
Nós chama é paraibano!

Ele disse essa besteira
Na frente de todo mundo
Mas escutou a resposta
Em menos de om segundo
Quando - Ele acabou de falar
Isso pra me humilhar
Com seu jeitão egoísta
Eu lhe respondi depois
E eu vou levando esses dois
É pra encher de paulista

El Paraibano, el Paulista y el Pinico

Hasta mis veinte años
Nunca había dejado
Mi hermosa Paraíba
Por ningún otro estado
Pero cuando cumplí veinte años
Y ya tenía planes
Compré un pasaje
Dejé mi tierra
Con toda mi familia
Y viajé a São Paulo.

Partí llevando en el pecho
Una enorme nostalgia
De la familia y de todos
Los amigos de la ciudad
Cuando llegué a São Paulo
Desafortunadamente me quedé
En una habitación sin baño
Ahí empecé a pensar
Cuando tenga que defecar
Será un gran desespero.

Entonces pensé
Ya que aquí no hay baño
Voy a la tienda ahora
A comprar con mi dinero
Un pinico y guardarlo
Cuando llegue la necesidad
Defeco en él
Luego rápidamente como un gato
Tiro las heces en el campo
Y sigo usándolo.

Fui a la tienda de un paulista
Conocido en el sector
Cuando llegué pregunté
Así, señor mío
¿Tiene pinico para vender?
Él empezó a decir:
- ¡Aquí hay pinico, sí!
Entonces le dije, señor mío
Traiga aquí, por favor
¡Dos pinicos para mí!

Él trajo los pinicos
Los entregó en mis manos
Luego, para humillarme
Dijo: - Ciudadano
Ahora te informo
Esto se llama pinico
En tu tierra, hermano mío!
Pero aquí en São Paulo
A este bichito
Nosotros le llamamos paraibano!

Dijo esa tontería
Frente a todos
Pero escuchó la respuesta
En menos de un segundo
Cuando - Terminó de hablar
Para humillarme
Con su actitud egoísta
Le respondí luego
Y me llevo estos dos
Para llenar de paulistas

Escrita por: J SOUSA