Quem Faz de Cachorro Gente, Fica Com o Rabo Na Mão
Um vizinho me falou
Um dinheiro emprestado
Dei o dinheiro ao danado
E ele nunca me pagou
De rua ele mudou
Pra não ver minha feição
E eu disse a meu irmão
Que se chama Zé Vicente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
Uma vez um caminhoneiro
Perdeu a chave do carro
Eu achei ela no barro
Dentro dum grande barreiro
Lhe entreguei bem ligeiro
Com toda satisfação
Ele deu-me um tostão
E me expulsou do ambiente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
Certa vez uma donzela
Foi pega por um tarado
Eu cheguei ali vexado
E do mesmo livrei ela
Quando eu precisei dela
Ela não me serviu não
Me deu foi um empurrão
E disse sai penitente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
Um vendedor comerciante
Estava sendo assaltado
Eu chamei logo um soldado
Pra prender o assaltante
O vendedor arrogante
Em outra situação
Me viu caído no chão
E foi embora urgente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
Um menino se perdeu
E o pai ficou doidinho
Depois achei o bichinho
E entreguei ao pai seu
O pai não me agradeceu
Por esta minha ação
Nem pegou na minha mão
E se sumiu da minha frente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
Certa vez uma velhinha
Caiu no meio da rua
Eu agarrei a mão sua
E levantei a coitadinha
Ela saiu caladinha
Sem me dar nem atenção
Não demostrou gratidão
Nenhum pouquinho somente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
Um velhinho se afundou
No cacimbão de Seu Dida
Eu joguei um salva-vida
E ele o agarrou
Depois que ele se salvou
Da queda no cacimbão
Me tratou com ingratidão
Daquele dia pra frente
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão
El que trata a los perros como personas, se queda sin cola
Un vecino me contó
Que le presté dinero
Le di el dinero al desgraciado
Y nunca me lo devolvió
Se mudó de calle
Para no ver mi cara
Y le dije a mi hermano
Que se llama Zé Vicente
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Una vez un camionero
Perdió las llaves del auto
Las encontré en el barro
Dentro de un gran charco
Se las devolví rápidamente
Con toda satisfacción
Él me dio una moneda
Y me echó del lugar
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Una vez una señorita
Fue acosada por un pervertido
Llegué allí avergonzado
Y la salvé del mismo
Cuando necesité de ella
No me sirvió para nada
Solo me empujó
Y me dijo que me fuera penitente
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Un vendedor comerciante
Estaba siendo asaltado
Llamé de inmediato a un soldado
Para arrestar al ladrón
El vendedor arrogante
En otra situación
Me vio caído en el suelo
Y se fue rápidamente
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Un niño se perdió
Y el padre se volvió loco
Después encontré al pequeño
Y lo entregué a su padre
El padre no me agradeció
Por esta acción mía
Ni siquiera me tomó la mano
Y desapareció de mi vista
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Una vez una anciana
Cayó en medio de la calle
Tomé su mano
Y la levanté
Ella se fue en silencio
Sin prestarme atención
No mostró gratitud
Ni un poquito siquiera
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Un anciano se hundió
En el pozo de Señor Dida
Le lancé un salvavidas
Y él lo agarró
Después de que se salvó
De la caída en el pozo
Me trató con ingratitud
Desde ese día en adelante
El que trata a los perros como personas
Se queda sin cola
Escrita por: J. Sousa