395px

Trabajo, Envidia y Pereza

Poeta J Sousa

Trablho, Inveja e Preguiça

Tem um ditado que é dito
Em toda esquina de rua
Quem olha a vida dos outros
Esquece-se da vida sua
E arranja até inimigo.
É por isso que eu digo
Pra quem escutar quiser
E é bom me escutar
Quem diz coisa sem pensar
Escuta o que não quer

Chico bento trabalhava
Numa grande construção
Suado chega o suor
Pingava gotas no chão
E dizia pra conrado:
- Amigo, como é pesado.
Hoje o custo de vida
Eu trabalho pra morrer
E é somente para ter
Na minha mesa a comida.

Faz dez anos que eu trabalho
No ramo da construção
E não consigo juntar
No banco nem um tostão
Parece até um feitiço!
Eu sofro muito com isso
Pois o dinheiro que eu ganho
Só dá mesmo pra comer
Não tenho direito a ter
Nem sabonete pra o banho

Enquanto dizia isso
Viu na esquina da rua
Zé monteiro bem deitado
Na área da casa sua
Chico bento trabalhando
Conrado lhe ajudando
Pra poder fazer a feira
E zé monteiro deitado
Tranquilo e bem sossegado
E isso a semana inteira

Quando chico viu o zé
Deitado em sua rede
Sem nada fazer na vida
Só olhando pra parede
Não aguentou ver aquilo
Ficou logo intranquilo
E disse pra o companheiro
Todo suado e tremendo:
Ou conrado tu tá vendo
A folga de zé monteiro?

Em vez de está trabalhando
Dando um duro danado
Zé monteiro fica é em casa
Numa rede só deitado
Nós dois aqui se matando
Muito suor derramando
Na nossa luta pesada
E o velho zé monteiro
Deitado o dia inteiro
Eita preguiça danada!

Eu vou lá agora mesmo
Vou passar uma lição nele
Conrado tu fica olhando
O que eu vou dizer com ele
Aí chico bento foi
Enfezado igual um boi
Pra falar com zé monteiro
E assim que chegou lá
Disse: - zé, ou zé, vem cá
Me explique aqui ligeiro

Porque é que você fica
O dia todo deitado
Sem levantar uma palha
E inda assim sossegado!
- Vai caçar o que fazer zé
Sabes que a preguiça é
O pecado maior que tem?
José monteiro olhou
Pra chico bento e falou:
- E a inveja também!

Trabajo, Envidia y Pereza

Hay un dicho que se dice
En cada esquina de la calle
Quien mira la vida de los demás
Se olvida de la suya
Y hasta consigue enemigos.
Por eso digo
A quien quiera escuchar
Y es bueno escucharme
Quien habla sin pensar
Escucha lo que no quiere

Chico Bento trabajaba
En una gran construcción
Sudoroso llega el sudor
Gotas caen al suelo
Y le decía a Conrado:
- Amigo, qué pesado es esto.
Hoy el costo de vida
Trabajo para morir
Y es solo para tener
En mi mesa la comida.

Hace diez años que trabajo
En la construcción
Y no logro juntar
Ni un centavo en el banco
Parece un hechizo!
Sufro mucho con esto
Porque el dinero que gano
Solo alcanza para comer
No tengo ni siquiera
Jabón para bañarme

Mientras decía esto
Vio en la esquina de la calle
A Zé Monteiro bien acostado
En el patio de su casa
Chico Bento trabajando
Conrado ayudándole
Para poder hacer la compra
Y Zé Monteiro acostado
Tranquilo y muy relajado
Y así toda la semana

Cuando Chico vio a Zé
Acostado en su hamaca
Sin hacer nada en la vida
Solo mirando la pared
No aguantó ver eso
Se puso intranquilo
Y le dijo a su compañero
Todo sudado y temblando:
Oye Conrado, ¿ves
La holgazanería de Zé Monteiro?

En lugar de estar trabajando
Dándolo todo
Zé Monteiro se queda en casa
Acostado en una hamaca
Nosotros dos aquí matándonos
Derramando mucho sudor
En nuestra lucha pesada
Y el viejo Zé Monteiro
Acostado todo el día
¡Qué pereza tan grande!

Voy allá ahora mismo
Le daré una lección
Conrado, quédate mirando
Lo que le diré
Así que Chico Bento fue
Enfadado como un toro
A hablar con Zé Monteiro
Y en cuanto llegó allí
Dijo: - Zé, Zé, ven acá
Explícame rápido

¿Por qué te quedas
Todo el día acostado
Sin mover un dedo
Y aún así tranquilo!
Ve a buscar algo que hacer Zé
¡Sabes que la pereza es
El mayor pecado que hay!
José Monteiro miró
A Chico Bento y dijo:
- ¡Y la envidia también!

Escrita por: J SOUSA