Tudo Aquilo Sou Eu
Meu bem, olhe aquela nuvem
Que lá no céu vai passando
Vertendo gotas de chuva
Como quem está chorando
Sou eu sozinho perdido
Chorando e te procurando
Veja aquela folha seca
Pelo vento arrastada
Sem rumo e sem destino
Não sei pra onde levada
Sou eu andando sem rumo
Te procurando, amada!
Tá vendo aquela vertente
Jorrando lá no deserto
Minando água constante
Sem ser em momento certo
Sou eu chorando sozinho
Por não ter você por perto
Tá vendo aquele pássaro
Sem companhia e sem ninho
Cantando um pouco triste
Sentado em um galhinho
Sou eu cantando a tristeza
De não ter você pertinho
Olhe aquelas estrelas
Brilhando na imensidão
São os meus olhos brilhando
No meio da solidão
Procurando te encontrar
Mas sem achar solução
Tá vendo aquela abelhinha
Que do exame saiu
E agora está perdida
Porque o enxame sumiu
Sou eu andando à toa
Depois que você partiu
Veja aquela borboleta
Voando a certa altura
Procurando uma flor
Pra matar sua secura
Sou eu triste e solidário
Andando a tua procura
Olhe aquele beija-flor
Bem distante do jardim
Sentindo falta das flores
Numa tristeza sem fim
Sou eu sentindo a falta
Dos teus beijos para mim
Tá vendo aquele sapinho
Cantando lá no barreiro
Sou eu cantando sozinho
Durante o dia inteiro
Só pra ver se eu conquisto
O seu amor verdadeiro
Tá vendo aquele jardim
Seco sem folha e sem flor
Secando cada vez mais
Com o Sol abrasador
Sou eu morrendo ao pouco
Por me faltar teu amor
Todo Eso Soy Yo
Mi amor, mira esa nube
Que allá en el cielo va pasando
Derramando gotas de lluvia
Como quien está llorando
Soy yo solo y perdido
Llorando y buscándote
Observa esa hoja seca
Arrastrada por el viento
Sin rumbo y sin destino
No sé hacia dónde llevada
Soy yo caminando sin rumbo
Buscándote, amada
¿Ves esa vertiente
Brotando en el desierto?
Manando agua constante
Sin ser en el momento adecuado
Soy yo llorando solo
Por no tenerte cerca
¿Ves ese pájaro
Sin compañía y sin nido?
Cantando un poco triste
Sentado en una ramita
Soy yo cantando la tristeza
De no tenerte cerca
Mira esas estrellas
Brillando en la inmensidad
Son mis ojos brillando
En medio de la soledad
Buscándote para encontrarte
Pero sin hallar solución
¿Ves esa abejita
Que del enjambre salió?
Y ahora está perdida
Porque el enjambre desapareció
Soy yo vagando sin rumbo
Después de que te fuiste
Observa esa mariposa
Volando a cierta altura
Buscando una flor
Para saciar su sequedad
Soy yo triste y solidario
Buscándote
Mira ese colibrí
Muy lejos del jardín
Extrañando las flores
En una tristeza sin fin
Soy yo extrañando
Tus besos para mí
¿Ves ese sapito
Cantando en el charco?
Soy yo cantando solo
Durante todo el día
Solo para ver si conquisto
Tu verdadero amor
¿Ves ese jardín
Seco sin hojas ni flores?
Secándose cada vez más
Con el Sol abrasador
Soy yo muriendo poco a poco
Porque me falta tu amor
Escrita por: Poeta J. Sousa