395px

De São Paulo a Xangai (part. Caio Mcbeserra)

Ponto Nulo no Céu

De São Paulo a Xangai (part. Caio Mcbeserra)

Falta saber quanto tempo ficaremos esperando
Falta instruir a intuição a ir além do óbvio

Verticalizam horizontes aos montes
As pontes desligam, as fontes já secam até a última gota
Empréstimos de estima, só pode estampa fina

O bolso abastado e a alma vazia
Compram panos e planos, sorriem alegres enganos
Se veem sagrados humanos e, ao final
Tudo é poeira e arrependimento

As cores do firmamento, quem apagou?
Tentaram me afogar num aquário de aço e ilusões
Mas não me perco nessa selva
Mas não me perco, não, não
Mas não me perco nessa selva

Em troca de pequenas falsas alegrias
De dentro de suas mansões
Projetando e comprando algumas porções
De exageros lícitos e nem tão lúcidos
Pra compensar as faltas
Tão profundas que te deixaram

Suas missões acabaram por parcas passagens
Nos pés das edificações dos egos
Então restaram as metrópoles cheias de corpos cegos

Gastando força e dando murro em pontas de pregos
Perfurando suas mãos em um vã
Entre o retrocesso e a evolução
E ao final de tudo é poeira e arrependimento

As cores do firmamento, quem apagou?
Tentaram me afogar num aquário de aço e ilusões
Mas não me perco nessa selva

De São Paulo a Xangai (part. Caio Mcbeserra)

Falta saber cuánto tiempo estaremos esperando
Falta instruir a la intuición a ir más allá de lo obvio

Verticalizan horizontes a montones
Los puentes se desconectan, las fuentes ya se secan hasta la última gota
Préstamos de estima, solo puede ser estampa fina

El bolsillo abastado y el alma vacía
Compran telas y planes, sonríen alegres engaños
Se ven sagrados humanos y, al final
Todo es polvo y arrepentimiento

¿Quién apagó los colores del firmamento?
Intentaron ahogarme en un acuario de acero e ilusiones
Pero no me pierdo en esta selva
Pero no me pierdo, no, no
Pero no me pierdo en esta selva

A cambio de pequeñas falsas alegrías
Desde dentro de sus mansiones
Proyectando y comprando algunas porciones
De excesos lícitos y no tan lúcidos
Para compensar las carencias
Tan profundas que te dejaron

Sus misiones terminaron por escasos pasajes
En los pies de las edificaciones de los egos
Entonces quedaron las metrópolis llenas de cuerpos ciegos

Gastando fuerza y golpeando en puntas de clavos
Perforando sus manos en un vacío
Entre el retroceso y la evolución
Y al final de todo es polvo y arrepentimiento

¿Quién apagó los colores del firmamento?
Intentaron ahogarme en un acuario de acero e ilusiones
Pero no me pierdo en esta selva