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Laroyê

Ponto Qu4tro

Laroyê

Desabrochou mais uma flor em seu jardim
Trago-te o que beber e o que te faz sorrir
Caminha e de costas, solta a alma em qualquer direção
Aos donos das trilhas tomem minhas mágoas
Deixem minhas lágrimas em canção

Do bem que te quis, meu bem
Não diz que te quero mal
Só não quero mais!
Porque sua brisa é meu vendaval
Sobraram cinzas de outros carnavais

Abra-me a ferida
Carne viva, pele nua
Pra que na partida ainda haja vida e cale a angústia
Eu parei de mentir pra mim
E vim pedir ajuda
Pra que seja por inteiro ou nunca mais
Pra que seja por inteiro ou nada mais

Moça arria o padê
Que o andar quase sempre é de pedra
Solta a pimenta, derrama dendê
A dor deixa que nós leva

Laroyê

Desabrochó otra flor en tu jardín
Te traigo algo para beber y lo que te hace sonreír
Caminando de espaldas, libera el alma en cualquier dirección
A los dueños de los senderos, tomen mis penas
Dejen mis lágrimas en canción

Del bien que te quise, mi bien
No digas que te deseo mal
¡Solo no quiero más!
Porque tu brisa es mi vendaval
Quedaron cenizas de otros carnavales

Ábreme la herida
Carne viva, piel desnuda
Para que en la despedida aún haya vida y calle la angustia
Dejé de mentirme a mí mismo
Y vine a pedir ayuda
Para que sea por completo o nunca más
Para que sea por completo o nada más

Chica, baja el padê
Que el camino casi siempre es de piedra
Suelta la pimienta, derrama el dendê
Deja que el dolor nos lleve

Escrita por: Anna Lages