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Tropero de Esperanzas

Porca Véia

Tropeiro de Esperanças

Quando abro esta minha gaita
Trago alegria aos parceiros
Agradeço a Deus a sina
De ter grandes companheiros

Pra farrear com os amigos
Não tenho dia e nem hora
Sou um gaúcho resolvido
Não sou daqui, sou de fora

Por ser gaudério do mundo
Eu garanto aonde piso
Já deixei fiapos do pala
Mas saí de lombo liso

Dos cambichos que encontrei
Muitos recuerdos ficaram
Muita China eu deixei
Outras, saudades deixaram

Embretado nestas lidas
De andar de pago em pago
Tenho juntado recuerdos
Que, nos pessuelos, eu trago

Sou tropeiro de esperanças
Na cidade ou no interior
Deixando muitas lembranças
Deste gaiteiro e cantor

Nestas andanças que faço
Pelos rincões do Brasil
Fica um rastro de amizade
Num jeito rude e gentil

E a gaita velha manheira
Vai alegrando a plateia
Nestes bailes de alegria
Nos braços do Porca Véia

Tropero de Esperanzas

Cuando abro este acordeón
Traigo alegría a los compañeros
Agradezco a Dios el destino
De tener grandes amigos

Para festejar con los amigos
No tengo día ni hora
Soy un gaúcho resuelto
No soy de aquí, soy de afuera

Por ser gaucho del mundo
Garantizo donde piso
Ya dejé pedazos del poncho
Pero salí ileso

De los ranchos que encontré
Muchos recuerdos quedaron
Muchas Chinas dejé
Otras, dejaron nostalgia

Enredado en estas tareas
De ir de pago en pago
He ido juntando recuerdos
Que en los pañuelos llevo

Soy tropero de esperanzas
En la ciudad o en el campo
Dejando muchos recuerdos
De este acordeonista y cantor

En estos viajes que hago
Por los rincones de Brasil
Queda un rastro de amistad
De manera ruda y gentil

Y el viejo acordeón
Va alegrando al público
En estos bailes de alegría
En los brazos del Porca Véia

Escrita por: Genês Cezar Nogueira