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Raza y Fibra

Portãozinho e Porteirinha

Raça e Fibra

Sou tijucano de fibra
De uma cidade ricaça
Sou peão barriga verde
E não nego a minha raça

Desde o dia em que eu nasci
Até hoje que o tempo passa
Trago meu santo no peito
Que me serve de couraça

Não existe potro chucro
Que pra mim, faça pirraça
Redomão entrega os pontos
No laço de doze braça

Quando eu faço gauchada
Não tem quem me desfaça
Nem no meio da ramagem
Meu cipó não embaraça

Eu sou pau pra toda obra
Eu como e bebo cachaça
Eu toco viola e canto
E conto minha chalaça

Já servi nosso governo
Pois embarquei como praça
Pra combater na Europa
E defender minha raça

Tudo que eu cismo eu faço
Eu nunca temo ameaça
Nos mato onde tem onça
Eu gosto de fazer caça

Não me assusta nem a morte
Dos perigos eu acho graça
Mas se eu ver mulher bonita
Minha coragem fracassa
Mas se eu ver mulher bonita
Minha coragem fracassa

Raza y Fibra

Soy un tijucano de fibra
De una ciudad rica
Soy un peón barriga verde
Y no niego mi raza

Desde el día en que nací
Hasta hoy que el tiempo pasa
Llevo mi santo en el pecho
Que me sirve de coraza

No hay potro bruto
Que para mí, haga berrinche
El redomón se rinde
En el lazo de doce brazas

Cuando hago gauchadas
No hay quien me deshaga
Ni en medio del follaje
Mi lazo no se enreda

Soy un palo para toda obra
Yo como y bebo cachaça
Toco la viola y canto
Y cuento mis chistes

Ya serví a nuestro gobierno
Pues embarqué como soldado
Para combatir en Europa
Y defender mi raza

Todo lo que decido, lo hago
Nunca temo amenazas
En el monte donde hay jaguares
Me gusta cazar

Ni siquiera la muerte me asusta
De los peligros me divierto
Pero si veo a una mujer bonita
Mi valentía falla
Pero si veo a una mujer bonita
Mi valentía falla

Escrita por: Portãozinho / Porteirinha