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Terraza

Posada e O Clã

Terraço

Não tem viva alma no terraço
Não tem viva alma no jardim
Não se ouve passos pela casa
Não há viva alma em mim
Não existe isso de carinho
Confiança ou consideração
O que restou de nós
Vai além de um peito vazio

Eu me apresento assim
Eu sou pura mágoa
E se resta essa pouca cinza fria
Essa soma, essa poesia
Essa vontade de voar
Devo ao espelho cristalino
Devo ao sol
Devo aos meninos

Nunca a Deus, nunca ao vulgar
Só tenho obrigação com a liberdade
Saber do peso da idade
E jogar tudo pro ar
Só tenho obrigação com a liberdade
Saber do peso da idade
E nunca mais parar

Terraza

No hay alma viva en la terraza
No hay alma viva en el jardín
No puedes oír pasos alrededor de la casa
No hay alma viva en mí
No existe el afecto
Confianza o consideración
Lo que queda de nosotros
Va más allá de un cofre vacío

Me presento así
Soy pura tristeza
Y si esa pequeña ceniza fría permanece
Esta suma, esta poesía
Esta voluntad de volar
Le debo al espejo cristalino
Le debo al sol
Se lo debo a los chicos

Nunca a Dios, nunca a lo ordinario
Sólo tengo una obligación de libertad
Conocimiento del peso de la edad
Y tirarlo todo en el aire
Sólo tengo una obligación de libertad
Conocimiento del peso de la edad
Y nunca parar

Escrita por: Carlos Posada