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Detrás de la montaña

Prego de Pau

Atrás da Serra

Nasce o dia atrás da serra
Sinto o cheiro da manhã
Por entre brumas e jornadas
Segue a tropa, (eira boi)!

Por entre sóis e invernadas
Sigo a rota viamão
Relento ao vento
Fortaleza com meu cavalo alazão!

Eira boi

Algodão e rapadura
Meu chapéu não tiro não
Tomo mate bem amargo
Sou tropeiro de coração

Brasil afora
Picada adentro
Em chão batido
Sem descansar

Sou de São Paulo
Paranaense
Eu sou gaúcho
Sou singular

Eira boi

Passo lento pela estrada
Entre chuvas e trovões
Picado trote, segue a tropa
Eira boi

Charque, mate, couro e grãos
Sobre lombo do muar
Guio a tropa mundo afora
Cansado durmo, acordo são

Eira boi

Algodão e rapadura
Meu chapéu não tiro não
Tomo mate bem amargo
Sou tropeiro de coração
Brasil afora
Picada adentro
Em chão batido
Sem descansar

Sou de São Paulo
Paranaense
Sou catarina
Sou singular

Eira boi

Detrás de la montaña

Nace el día detrás de la montaña
Siento el olor de la mañana
Entre nieblas y jornadas
Sigue la tropa, (¡vamos, buey)!

Entre soles e inviernos
Sigo la ruta viamão
Resisto al viento
Fortaleza con mi caballo alazán

¡Vamos, buey!

Algodón y panela
No me quito el sombrero
Tomo mate bien amargo
Soy arriero de corazón

Brasil adentro
Por el camino
En tierra batida
Sin descansar

Soy de São Paulo
Paranaense
Soy gaúcho
Soy único

¡Vamos, buey!

Paso lento por la carretera
Entre lluvias y truenos
Trote picado, sigue la tropa
¡Vamos, buey!

Charque, mate, cuero y granos
Sobre el lomo del mulo
Guío la tropa por el mundo
Cansado duermo, despierto sano

¡Vamos, buey!

Algodón y panela
No me quito el sombrero
Tomo mate bien amargo
Soy arriero de corazón
Brasil adentro
Por el camino
En tierra batida
Sin descansar

Soy de São Paulo
Paranaense
Soy catarinense
Soy único

¡Vamos, buey!

Escrita por: Eduardo), Ademir Cardoso Júnior, Bruno Dammroze