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Monotonía De Un Día Sin Ti

Preto Blues

Monotonia De Um Dia Sem Você

As faces do relógio na parede do meu quarto,
Os fones de ouvido não me deixam ver
A hipocrisia concentrada.
E toda maquiagem não me deixa ouvir.

A grama do quintal ainda está crescendo
E eu estou morrendo cada dia mais e mais.
Eu me conso todo dessa monotonia
E essa vale menos que a bala que me mata.

Em todas ramificações mais um julgar
E no fundo desse túnel tem altar
Fico irredutível, paralelo à solidão
A mesma solidão, nostalgia à me matar.

Cerveja já me leva, não sou mais eu quem danço
As trevas desse ébrio, insist~encia de um moço tonto
As luzes da ciadade apagadas
Continuo caminhando sem hesitar.

Suas fotos já me deixam ver seus lindos olhos negros.
Verdes da imensidão, azuis do céu vermelho em vão.
Os rostos enquadrados, feições mal-encaradas
Fico aqui em casa sem nada pra fazer.

Em todas ramificações mais um julgar
E no fundo desse túnel tem altar
Fico inexorável, paralelo à solidão
A mesma solidão, nostalgia à me matar.

Monotonía De Un Día Sin Ti

Las caras del reloj en la pared de mi habitación,
Los auriculares no me dejan ver
La hipocresía concentrada.
Y todo el maquillaje no me deja escuchar.

El césped del patio sigue creciendo
Y yo estoy muriendo cada día más y más.
Me consumo en esta monotonía
Y vale menos que la bala que me mata.

En todas las ramificaciones otro juicio
Y en el fondo de este túnel hay un altar
Permanezco inflexible, paralelo a la soledad
La misma soledad, nostalgia que me mata.

La cerveza ya me lleva, no soy yo quien baila
Las sombras de este ebrio, insistencia de un joven tonto
Las luces de la ciudad apagadas
Sigo caminando sin dudar.

Tus fotos ya me dejan ver tus hermosos ojos negros.
Verdes de la inmensidad, azules del cielo rojo en vano.
Los rostros enmarcados, facciones malhumoradas
Me quedo aquí en casa sin nada que hacer.

En todas las ramificaciones otro juicio
Y en el fondo de este túnel hay un altar
Permanezco inexorable, paralelo a la soledad
La misma soledad, nostalgia que me mata.

Escrita por: Fábio Martins / Fabio Schmidt