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Alcatéia (parte. Camila Rocha & Lage)

Preto

Alcatéia (part. Camila Rocha & Lage)

Nossas vitórias vem a partir da dor
Não olhe onde caiu, mas onde escorregou
Apesar do horror, vivemos do amor
Nosso canto, nosso grito, parece um louvor
Não caminhamos tio, a gente dança
Não falamos, a gente canta
Leões do mundo, nada tememos
Usam nossa cultura? Não reclamemos
Sabedoria africana eu carrego comigo
Melhor ser amado, do que ser temido
Força e sabedoria que inspiram o mundo
Não preciso de aprovação, pra mostrar conteúdo
Que meu Exu, te dê tudo em dobro
Mas pede proteção e abra o olho
Sem inimigos interiores pra te vencer
Os exteriores não podem com você, não!

Peço licença aos pretos e permissão pras preta
Pra destilar um pouco da minha caneta
Porque esse planeta, envenenou minha garganta
E não adianta, se a gente não emana, a fé
E nada muda se tu desencanta
E vê se não engana, que rap
Ainda é uma prece pra quem canta
Sustento a paz, porque essa guerra não me engana
E fujo de alcatraz minha alma é mundana
E todo dia inflama e me chama pra queimar
Eu queimo as pestanas na hora de deitar
Em sone, a rima me consome
O sono se esconde, eu pego os fone
E o beat do hostil e deixo o papel com fome
A vida me pediu resposta, eu trouxe uma estrofe
Essa daqui resume, avisa lá pros tubarão
Que hoje eu vim de cardume
Avisa lá pros tubarão
Que hoje eu vim de cardume

Conquistas, conquistar!

Pra nós é tudo duas vezes mais difícil
Mas no final dessa corrida vale o sacrifício
Mente focada no que diz respeito a ser feliz
Mente pra si, ta tudo errado, mude a diretriz
Pra melhorar o agora tem que saber o que o passado foi
Nossa história apagada e nada disso é bom
Pro futuro ser presente, não como presente de gregos
Mas, presente de pretos, é que eu tô aqui fazendo um som
Posso te dar uma ideia por hora, que é só fazer minha parte
Sem consciente da arte, da vida
Viver
Mate esse racista dentro de você
Mate esse racista dentro de você, ou se mate!
Que orixá, exu, siga guiando minha cabeça
Que eu siga firme no proposito da minha fé
Aparelha pique luzia, que eu jamais me esqueça
Pelos meus antes e depois me mantenho de pé
Ah
É desse jeito meus amigo, é desse jeito minhas amiga
Um passo por vez pra não tropeçar nas proprias pernas
Certo, caminhando, cantando, conquistando
Se fortalecendo, seguindo e fazendo novas canções
Povo pobre, povo preto, viva a vida, salve geral
Vamo nós!

Alcatéia (parte. Camila Rocha & Lage)

Nuestras victorias vienen a partir del dolor
No mires donde caíste, sino donde resbalaste
A pesar del horror, vivimos del amor
Nuestro canto, nuestro grito, parece un elogio
No caminamos, tío, nosotros bailamos
No hablamos, nosotros cantamos
Leones del mundo, nada tememos
¿Usan nuestra cultura? No nos quejamos
Sabiduría africana llevo conmigo
Mejor ser amado que ser temido
Fuerza y sabiduría que inspiran al mundo
No necesito aprobación para mostrar contenido
Que mi Exu te dé todo en doble
Pero pide protección y abre los ojos
Sin enemigos interiores para vencerte
Los exteriores no pueden contigo, ¡no!

Pido permiso a los negros y permiso a las negras
Para destilar un poco de mi pluma
Porque este planeta envenenó mi garganta
Y no sirve de nada si no emanamos fe
Y nada cambia si te desencantas
Y asegúrate de no engañarte, que el rap
Aún es una plegaria para quien canta
Sostengo la paz, porque esta guerra no me engaña
Y huyo de Alcatraz, mi alma es terrenal
Y cada día se inflama y me llama a arder
Quemo las pestañas a la hora de acostarme
En sueños, la rima me consume
El sueño se esconde, tomo los auriculares
Y el beat hostil y dejo el papel con hambre
La vida me pidió una respuesta, traje una estrofa
Esta aquí resume, avisa a los tiburones
Que hoy vengo en cardumen
Avisa a los tiburones
Que hoy vengo en cardumen

¡Conquistas, conquistar!

Para nosotros todo es dos veces más difícil
Pero al final de esta carrera vale el sacrificio
Mente enfocada en lo que respecta a ser feliz
Miente para ti, todo está mal, cambia la dirección
Para mejorar el ahora hay que saber qué fue el pasado
Nuestra historia borrada y nada de esto es bueno
Para que el futuro sea presente, no como regalo de griegos
Sino, regalo de negros, es que estoy aquí haciendo un sonido
Puedo darte una idea por ahora, que es solo hacer mi parte
Sin conciencia del arte, de la vida
Vivir
Mata a ese racista dentro de ti
¡Mata a ese racista dentro de ti, o máteme!
Que orixá, Exu, sigan guiando mi cabeza
Que siga firme en el propósito de mi fe
Aparelha pique luzia, que jamás me olvide
Por mis antes y después me mantengo en pie
Ah
Es así mis amigos, es así mis amigas
Un paso a la vez para no tropezar con tus propias piernas
Correcto, caminando, cantando, conquistando
Fortaleciéndose, siguiendo y creando nuevas canciones
Pueblo pobre, pueblo negro, vive la vida, salve a todos
¡Vamos nosotros!

Escrita por: Preto,Lage, Camila Rocha, DJ RM