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Rosalina

Priminho e Maninho

Rosalina

Conheci a Rosalina
No Triângulo Mineiro
Caboclinha cor de jambo
Foi o meu amor primeiro
Eu falei com o pai dela
Vou saí ganhá dinheiro
Ai, ai, ele deu consentimento
Nosso casamento será em janeiro

Um dia cheguei de viage
Quase no escurecê
Minha mãe foi me dizendo
Chegou carta pra você
Conheci a letra dela
Nem não foi preciso lê
Ai, ai, ela quis me abandoná
Só pra me judiá, pude compreendê

Já fazia três semana
Que ela havia se casado
Na carta ela implorava
Pra mim lembrá do passado
Eu estou arrependida
Quero voltar pro seu lado
Ai, ai, meu marido me maltrata
Me bate de guasca e laço dobrado

Eu respondi para ela
Trate de viver em paz
A resposta que eu te dou
É que eu não volto atrás
Sou da roça na verdade
Vergonha tenho demais
Ai, ai, um caboclo que tem brio
Não anda no trilho que outro faz

Rosalina

Conocí a Rosalina
En el Triángulo Mineiro
Chinita color de guayaba
Fue mi primer amor
Hablé con su padre
Voy a salir a ganar dinero
Ay, ay, él dio su consentimiento
Nuestra boda será en enero

Un día llegué de viaje
Casi al oscurecer
Mi madre me dijo
Llegó una carta para ti
Conocí su letra
Ni siquiera fue necesario leer
Ay, ay, ella quiso abandonarme
Solo para lastimarme, pude entender

Ya habían pasado tres semanas
Desde que se casó
En la carta suplicaba
Que recordara el pasado
Estoy arrepentida
Quiero volver a tu lado
Ay, ay, mi esposo me maltrata
Me golpea con fuerza y lazo doblado

Le respondí
Trata de vivir en paz
La respuesta que te doy
Es que no volveré atrás
Soy del campo en realidad
Tengo demasiada vergüenza
Ay, ay, un hombre con orgullo
No sigue el camino que otro traza

Escrita por: Carlos Paulino / Priminho