País Evoluído
(Um dia, numa praia qualquer da cidade
Eu vi um hippie sentado na areia
E tocando com grande entusiasmo as suas canções
A gente se aproximou pra ouvir, ele agradeceu a atenção
E nos mostrou uma música
Que contava uma história que era mais ou menos assim)
Olhe pra mim
Preste atenção
Escute agora não vai ter repetição
Levante os olhos
Me olhe reto
E veja as coisas o errado é que está certo
Me aprofundei
Me avaliei
E me enxerguei como se eu fosse um adepto
Queria as coisas de uma forma natural
Sem preconceitos e sem ser preso num curral
Sem apanhar, sem desgostar
Amordaçado e atrofiado pra pagar
O que aprontou e resmungou
Até às greves pela reivindicação
E até a morte de seu irmão
Que se tombou, sem saber qual a razão
Seu companheiro não suportou
Foi a seu chefe despedir-se com amor
Sua humildade já sem rancor
Isso é verdade no final ele chorou
Isso é um pouco de um país evoluído
Que hoje sofre com mistérios distorcidos
Tocando o barco eu vou em frente, vou me esforçando
Mas me portando como gente!
País Evolucionado
(Un día, en una playa cualquiera de la ciudad
Vi a un hippie sentado en la arena
Y tocando con gran entusiasmo sus canciones
Nos acercamos para escuchar, él agradeció la atención
Y nos mostró una canción
Que contaba una historia que era más o menos así)
Mírame
Presta atención
Escucha ahora, no habrá repetición
Levanta los ojos
Mírame directamente
Y ve las cosas, lo incorrecto es lo correcto
Me adentré
Me evalué
Y me vi como si fuera un adepto
Quería las cosas de forma natural
Sin prejuicios y sin estar encerrado en un corral
Sin golpear, sin disgustar
Amordazado y atrofiado para pagar
Lo que hizo y se quejó
Hasta las huelgas por la reivindicación
E incluso la muerte de su hermano
Que cayó, sin saber la razón
Su compañero no aguantó
Fue a despedirse de su jefe con amor
Su humildad ya sin rencor
Esto es verdad, al final lloró
Esto es un poco de un país evolucionado
Que hoy sufre con misterios distorsionados
Siguiendo adelante, me esfuerzo
Pero comportándome como gente!
Escrita por: Jotaerre Vargas / Patrick Barbosa