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Autorresponsabilidad

Priscilla Santana

Autorresponsabilidade

Sou responsável por mim pro mundo se tornar melhor
Sou responsável por mim

Cadê a preta da favela?
Assustaram ao ver um jaleco branco nela
Cadê o menino do farol?
Que batalha todo dia
Pelo pão de cada dia da família debaixo do Sol

Ele sou eu, é você, somos nós, vivendo fragilmente
Intensamente, sutilmente
Ferozmente nesse mundo louco
Será que pela minha cor você
Pode dizer a minha história, minha profissão
O meu caráter, minha motivação, o que me faz acordar todo dia

Sou responsável por mim pro mundo se tornar melhor

A sociedade chega e diz: Você vale o que você tem
Se você não tem nada, você não é ninguém
Na-na-na-na-não
O que é ter tudo, então?
O que eu sou é em vão?

Hey, eu vou contar pra vocês
A história do país que começou errado
O português chegou na terra do índio e falou assim
Hey, você aí vai trabalhar pra mim
E essa terra é minha, olha quanta riqueza aqui
Toma um espelho aí pra se distrair

E o negro foi tirado da família pra trabalhar, morrer, sangrar
Até não aguentar
Mais de quinhentos anos se passaram por aqui
E olha só como ficou

Fura fila, passa a mão
Depois reclama do país da corrupção

Por que você ainda insiste em maltratar alguma vida, a natureza
Por que você não pode respeitar? Por quê?
Por que você fura fila, passa a mão
Depois reclama do país da corrupção

Comece por você, faça acontecer
Deixe o bem prevalecer, comece por você

Autorresponsabilidad

Soy responsable de mí para que el mundo mejore
Soy responsable de mí

¿Dónde está la negra de la favela?
Asustados al verla con un guardapolvo blanco
¿Dónde está el niño del semáforo?
Que lucha cada día
Por el pan de cada día de la familia bajo el Sol

Él soy yo, eres tú, somos nosotros, viviendo frágilmente
Intensamente, sutilmente
Ferozmente en este mundo loco
¿Puedes decir mi historia, mi profesión
Mi carácter, mi motivación, lo que me hace despertar cada día
Por mi color?

Soy responsable de mí para que el mundo mejore

La sociedad llega y dice: Vales por lo que tienes
Si no tienes nada, no eres nadie
Na-na-na-na-no
¿Entonces qué es tenerlo todo?
¿En vano soy lo que soy?

Hey, les contaré
La historia del país que empezó mal
El portugués llegó a la tierra del indio y dijo así
Hey, tú ahí vas a trabajar para mí
Y esta tierra es mía, mira cuánta riqueza hay aquí
Toma un espejo para entretenerte

Y el negro fue separado de su familia para trabajar, morir, sangrar
Hasta no poder más
Más de quinientos años han pasado por aquí
Y mira cómo quedó

Se cuela en la fila, roba
Luego se queja del país corrupto

¿Por qué sigues maltratando alguna vida, la naturaleza?
¿Por qué no puedes respetar? ¿Por qué?
¿Por qué te cuelas en la fila, robas
Luego te quejas del país corrupto?

Empieza por ti, haz que suceda
Deja que el bien prevalezca, empieza por ti

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