Até Chegar o Dinheiro
Bom dia, São Tomé
Eyo, Babel, Fábio Malheiro
Marco Vol, meu irmão
E deixa-me falar pros putos
Aham
Era suposto ser paixão até chegar o dinheiro
A regra número um era ser verdadeiro
Não era andar aos empurrões a ver quem chega primeiro
Mas chegou o dinheiro, e com ele, interesseiros
Eu lembro quando isso era música de arruaceiros
Qual rádio? Qual label? Qual show? Qual dinheiro?
Éramos reis, leões, guerreiros
Mesmo com alguns porcos, isso nunca foi um Chiqueiro (hum)
Claro quе tem muita gente casca grossa
Mas a maioria parеcê que nem se esforça
Não vou dizer que a única cena nice é nossa
Mas nunca vi ninguém com mais força que a força (Dope)
Musicalmente, evoluímos juntos
Mas liricamente, regredimos muito (muito)
Todos querem bater, todos querem ser o tal
Quase ninguém trouxe caneta tipo que a prova é oral
Enquanto eu me sentei pra desenhar a matriz
Vi manos que eu ajudei a esfaquear os meus wis
Manos que eu inspirei a empinar o nariz
Eu nunca me comparei, eu vim mudar o país (hum)
E quantos putos se envaidecem e começam a comparar
Sinceramente, eu nem sei porque competem
Se esquecem que não queremos todos a me'ma coisa
E enquanto isso, engravatados que nunca escreveram uma rima enriquecem
Hasta que llegue el dinero
Buenos días, São Tomé
Eyo, Babel, Fábio Malheiro
Marco Vol, mi hermano
Y déjame hablarles a los chicos
Aham
Se suponía que era amor hasta que llegara el dinero
La regla número uno era ser sincero
No era competir para ver quién llegaba primero
Pero llegó el dinero, y con él, los interesados
Recuerdo cuando esto era música de alborotadores
¿Qué radio? ¿Qué sello? ¿Qué show? ¿Qué dinero?
Éramos reyes, leones, guerreros
Incluso con algunos cerdos, nunca fue un chiquero (hum)
Claro que hay mucha gente dura
Pero la mayoría parece que ni se esfuerza
No diré que la única escena buena es nuestra
Pero nunca vi a nadie con más fuerza que la fuerza (Dope)
Musicalmente, evolucionamos juntos
Pero líricamente, retrocedimos mucho (mucho)
Todos quieren golpear, todos quieren ser el mejor
Casi nadie trajo una pluma como si la prueba fuera oral
Mientras me sentaba a dibujar la matriz
Vi chicos a los que ayudé a apuñalar a los míos
Chicos a los que inspiré a drogarse
Nunca me comparé, vine a cambiar el país (hum)
Y cuántos chicos se enorgullecen y comienzan a comparar
Sinceramente, ni siquiera sé por qué compiten
Olvidan que no todos queremos lo mismo
Y mientras tanto, los de traje que nunca escribieron una rima se enriquecen
Escrita por: Magic. Pro / Osvado Moniz