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Una maldita noche fría

Profanage

Uma maldita noite fria

Durante uma noite inteira de inverno,
Erma e sombria, caminhava eu pelas ruas da cidade sem vida.
O véu negro da escuridão noturna cobria os céus,
Mas não a lua, que iluminava o caminho.
Pensamentos tristes oprimiam-me o espírito,
Juntamente com a solidão sepulcral da noite profunda.
O silêncio parecia eterno,
Quando o ressoar dos sinos chegaram-me aos ouvidos,
Anunciando a meia-noite.
No mesmo instante,
Revelou-se ao meu lado o vulto negro de um gato.
Enorme, de solidíssima beleza,
Com pêlo negro brilhante ao luar,
Veio a mim fazer companhia.
Olhava-me ele com olhos brilhantes,
Parecendo lançar-me um feitiço,
Parecendo querer se apossar de meu espírito,
E de meus sentimentos mais obscuros.
Caminhava ele em passos lentos, como eu.
Caminhava ele em imortal solidão.
Seguia-me os passos, ele, o lúgubre gato,
Em uma caminhada incessante, que muito me irritava
Assim, continuei caminhando e, assim, continuou vagando o gato durante horas,
Como eu.
Então comecei a segui-lo,
Porque ele estava querendo que eu o seguisse,
Então, ja começando a achar uma tolice,
Seguir um gato,
Chegamos eu um cemitério.
Ele passou facil por entre os portoes,
Eu tive que pular.
Enfim, ele parou.
E Eu vi a minha frente uma lapide.
Com meu nome...

Una maldita noche fría

Durante una noche entera de invierno,
Solitaria y sombría, caminaba por las calles de la ciudad sin vida.
El velo negro de la oscuridad nocturna cubría los cielos,
Pero no la luna, que iluminaba el camino.
Pensamientos tristes me oprimían el espíritu,
Junto con la soledad sepulcral de la noche profunda.
El silencio parecía eterno,
Cuando el resonar de las campanas llegó a mis oídos,
Anunciando la medianoche.
En ese mismo instante,
Se reveló a mi lado la figura negra de un gato.
Enorme, de sólida belleza,
Con pelaje negro brillante a la luz de la luna,
Vino a hacerme compañía.
Me miraba con ojos brillantes,
Pareciendo lanzarme un hechizo,
Pareciendo querer apoderarse de mi espíritu,
Y de mis sentimientos más oscuros.
Caminaba en pasos lentos, como yo.
Caminaba en inmortal soledad.
Seguía mis pasos, él, el lúgubre gato,
En una caminata incesante, que me irritaba mucho.
Así que seguí caminando y, así, continuó vagando el gato durante horas,
Como yo.
Entonces comencé a seguirlo,
Porque él quería que lo siguiera,
Así que empecé a pensar que era una tontería,
Seguir a un gato,
Llegamos a un cementerio.
Él pasó fácilmente entre las puertas,
Yo tuve que saltar.
Finalmente, él se detuvo.
Y vi frente a mí una lápida.
Con mi nombre...

Escrita por: Leonardo Bussolo